O Elias Fonseca tremeu, sem coragem de falar. Hesitou por um longo tempo antes de abrir a boca.
— Nossos contatos confirmaram. O Sr. Adilson já decidiu a divisão no testamento. Ele planeja transferir todas as suas ações do grupo para o Cícero Machado.
Roberto Machado não conseguia acreditar naquilo:
— As ações nas mãos do Adilson deveriam ser divididas igualmente entre nós dois! Como pode ele ter deixado tudo para ele?!
Com o olhar fulminante, Roberto perguntou:
— Será que não leram errado?
— É impossível, senhor. Eles não ousariam espalhar boatos, — disse Elias, medindo suas palavras. — O testamento é real. Contém a assinatura e a impressão digital do Sr. Adilson. Não há dúvida.
Furioso, Roberto arremessou um enfeite de cristal da mesa. Os pedaços voaram, enchendo a sala de cacos.
— Então o Adilson não dá a mínima para mim, o próprio filho dele? — O olhar de Roberto transbordava ferocidade.
Elias disse:
— Vice-presidente, o que devemos fazer agora? Se esperarmos que o Sr. Adilson passe desta para melhor, toda a família Machado será inteiramente de Cícero Machado. Estaremos em uma situação extremamente desvantajosa. Cícero sempre bateu de frente com o senhor, ele com certeza arranjará um jeito de esmagá-lo.
— É claro que eu sei disso, mas agora...
O baque provocado pelo testamento deixou Roberto desnorteado. Como as coisas chegaram àquele ponto?
Após um longo silêncio, Roberto finalmente falou. O tom frio impregnado em seus olhos era mais profundo e sombrio do que nunca.
— Já que o Adilson estima tanto esse neto, vou garantir que ele caia do pedestal e destrua o império do avô com as próprias mãos. Quero ver se o Adilson ainda vai ter coragem de dar todas as ações para ele.
Elias perguntou, confuso:
— O que o senhor quer dizer com isso?
— O projeto do grupo vai começar logo. Não armamos um ótimo espetáculo para o Cícero Machado? Está na hora de colocar os atores no palco para que comecem a atuar.
Elias ponderou:

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