O brilho nos olhos de Cícero tornou-se inescrutável, e então ele disse:
— Deixe os convites comigo e arrume as coisas. Logo em seguida nós iremos à família Barbosa procurar Eduarda.
Família Barbosa.
O administrador da casa da família Barbosa viu Eduarda chegar à sala de jantar e perguntou educadamente:
— Senhorita, a senhora quer fazer a refeição agora?
Eduarda concordou com a cabeça:
— Prepare apenas algo simples, não precisa ser muito. Meu irmão não está em casa, certo?
— Sim. — respondeu o administrador, fazendo um gesto para que outras pessoas fossem avisar a cozinha. — O Sr. Barbosa tem assuntos de negócios e saiu de casa às cinco da manhã. Se a Senhorita precisar de algo, é só pedir que eu providenciarei.
— Ah, não, foi só uma pergunta.
O administrador continuou:
— A Senhorita está descansando bem em casa? Precisamos de fazer algo a mais?
Eduarda balançou a cabeça:
— Está tudo ótimo, obrigada pela atenção.
Nesses últimos dias em que havia voltado para a família Barbosa, Eduarda vinha descansando incrivelmente bem. Talvez a conexão pelo sangue, sempre presente, tenha permitido que ela, normalmente tão sensível a mudanças de cama, descansasse melhor do que nunca.
Logo que o administrador pediu que preparassem o almoço, Eduarda ouviu um guarda uniformizado entrar pela porta para fazer um relatório.
— Relatório: um carro com a placa do Sr. Machado chegou ao portão. O Sr. Machado do Grupo Machado está acompanhado do seu assistente especial.
Eduarda, que estava prestes a começar a comer, perdeu o apetite num instante.
— Ele disse o que veio fazer? — perguntou ela.
— Com licença, Senhorita, mas o assistente especial informou que o Sr. Machado veio entregar-lhe algo.


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