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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 715

Ao retornarem à Praia Dourada, notaram que havia muitos carros estacionados fora da mansão, que estava com as luzes totalmente acesas.

— O Sr. Cícero voltou! O Sr. Cícero voltou!

Um criado avisou ao administrador da casa, que rapidamente correu até ele.

— Sr. Cícero, o senhor finalmente chegou. Entre, por favor! — O administrador da casa, normalmente sereno, estava visivelmente em pânico.

Quando o administrador da casa viu Eduarda e Arthur se aproximarem, cumprimentou-os também.

Eduarda disse: — Pode ir cuidar do que é necessário, nós estamos bem.

O administrador da casa voltou rapidamente para o lado de Cícero.

— O que aconteceu? — perguntou Cícero. — Como está o meu avô?

Ao entrarem na mansão, todos os olhares se voltaram para eles. As pessoas que estavam no andar térreo eram todas da família Machado, que vieram logo que souberam da súbita doença do Sr. Adilson.

Alguns se aproximaram para cumprimentá-lo, seja com sinceridade ou falsidade, mas Cícero não estava a fim de prestar atenção. Ele caminhou apressado em direção ao quarto do avô.

O administrador da casa o acompanhava, explicando: — Durante o dia de hoje, o Sr. Adilson estava muito bem. Tomou o café da manhã e até foi ao jardim para podar as plantas. À tarde, o Sr. Adilson de repente disse que estava sentindo um incômodo no coração. Chegando à hora do jantar, o Sr. Adilson agarrou o peito de dor e logo depois desmaiou. Chamei os médicos depressa, eles disseram que a situação era crítica e chamaram a equipe médica imediatamente. Agora, estão todos lá dentro cuidando dele.

Diante da pesada porta de madeira entalhada, os olhos de Cícero já exibiam pânico.

— Algum médico já saiu?

O administrador da casa balançou a cabeça: — Já faz muito tempo que estão lá e nenhum médico saiu ainda.

A apreensão de Cícero aumentou. Ele sabia que, quanto mais demorasse o tratamento, mais grave era a situação. A única certeza reconfortante era que o avô ainda estava vivo.

A Praia Dourada nunca esteve tão barulhenta e caótica. Havia muita gente ali, mas eram poucos os que realmente se importavam com a saúde de Adilson.

No salão do térreo, as conversas já haviam desviado para outros assuntos e alguns começaram até a fazer contatos.

Eduarda sentou-se num canto com Arthur. No meio daquela confusão, ela olhava na direção do quarto do Sr. Adilson e sentia uma apreensão no peito.

Arthur também percebeu a gravidade da situação. Com os olhos arregalados, tímido e assustado, perguntou:

— Mamãe, o que aconteceu com o bisavô? Ele vai morrer?

Eduarda balançou a cabeça e disse: — Eu não sei.

— Eu não quero que o bisavô morra, mamãe. O que eu faço? — Arthur olhou para ela, sentindo-se impotente.

Em um raro momento, Eduarda abraçou o menino assustado, confortando-o.

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