As belas sobrancelhas de Eduarda franziram-se ligeiramente. Ela acompanhou pelo vidro do carro a entrada do parque de diversões e parecia ter uma atmosfera bem diferente do habitual.
— O que aconteceu? O parque de diversões não abriu hoje? Como é que não tem ninguém?
O motorista desceu do veículo e abriu a porta para que todos descessem. Quando o fizeram, ficaram abismados com a desolação em frente ao parque de diversões.
— Será que hoje o parque está fechado? — Evandro olhou para o motorista. — Vá até a bilheteria e pergunte o que está acontecendo.
— Certo. — Ao ouvir isso, o motorista estava prestes a sair, quando uma pessoa se aproximou ao seu lado e impediu o seu caminho.
— Não é necessário perguntar. — Disse Damiano, indo em direção de Eduarda e das outras pessoas. — Senhora, isso foi o Sr. Machado que preparou para os dois pequenos mestres.
Eduarda não compreendeu: — O que você quer dizer com...
— Sim, o Sr. Machado temia que o local ficasse cheio e as pessoas se misturassem muito, então me mandou vir e fechar o parque de diversões com antecedência.
Ao falar isso, todos sentiram que não havia nada de errado nas palavras de Damiano.
Parecia que era justificável, pois esse era o jeito de fazer as coisas.
Eduarda soltou um suspiro abafado.
Elisa comentou ao lado: — O Cícero se preocupa mesmo. Com medo que a gente corresse algum perigo, fechou o local com antecedência.
Evandro também acrescentou: — Isso mesmo, desse jeito não precisamos nos preocupar e as crianças podem brincar à vontade.
— Vamos, garotos. — Evandro bateu nas costas das duas crianças, e acompanhados de Damiano eles adentraram no parque primeiro. Encontraram alguém para acompanhá-los nas brincadeiras.
Escutou-se o ruído de um carro estacionando em uma distância não muito distante e também o barulho de seu motor sendo desligado. Cícero saiu do banco do motorista vestindo um conjunto esportivo e com os cabelos limpos sem qualquer tipo de cera de cabelo; os fios caíam sobre a testa. A sua aparência estava incrivelmente mais jovem do que a sua verdadeira idade, exalava um ar fresco e bonito.
Cícero andou apressado para a direção de Evandro e Elisa para os cumprimentar, para em seguida parar ao lado de Eduarda.
— Vamos entrar — Cícero propôs —, e dar uma olhada nas crianças.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Diamantes e Cicatrizes