Franklin estava do lado de fora da janela do carro e deu a Eduarda um sorriso consolador.
Esse sorriso parecia dizer: “Não tenha medo”.
Foi então que Eduarda relaxou o corpo todo, não resistindo mais à droga e caindo para trás no assento do carro.
O motorista, que estava muito arrogante agora há pouco, não teve nem tempo de pegar sua faca. Tendo a cabeça controlada por Franklin, ele não pôde evitar que o corpo tremesse.
O motorista entrou em pânico: — Quem é você?! O que você quer?! Vou logo avisando, você não tem nada a ver com isso hoje. Dê o fora se sabe o que é bom para você... Ah, ah, ah, ah!
Quanto mais arrogante e provocador o motorista soava, mais perto o objeto frio e duro chegava de sua nuca.
O tom de voz de Franklin não era nem alto nem baixo, mas extremamente opressor.
— Você deveria estar dizendo isso para si mesmo. Você se atreve a cometer sequestro e extorsão. Eu acho que você é quem está cansado de viver.
Franklin levantou a perna e chutou forte atrás do joelho do motorista. O homem gritou de dor e caiu de joelhos na terra de cascalho, com uma expressão distorcida que dava dor só de olhar.
Enquanto o motorista estava de joelhos no chão uivando de dor, Franklin já havia pegado uma corda ao lado e, com movimentos rápidos e precisos, amarrou as mãos e os pés dele.
O motorista, prestes a ser amarrado como um pacote, olhou para o rosto gentil e impecável de Franklin. Ele achou que fosse apenas um erudito fraco e tentou resistir.
— O que isso tem a ver com você, rostinho bonito?! Não é da sua conta, sabia?! Quando o meu pessoal chegar, você não vai ter um final feliz!
Os olhos de Franklin brilharam com um desprezo e desdém que ele nunca tivera antes. A maneira como ele olhou para o motorista foi tão fria quanto se estivesse olhando para o lixo mais sujo.
Franklin deu um chute forte na barriga dele.
— Argh... Cof, cof, cof...
O motorista vomitou completamente com aquele chute, sem conseguir parar de cuspir um líquido amargo.
Franklin não hesitou. Depois de amarrá-lo firmemente, confirmou que ele não conseguiria se soltar e o chutou para longe.
Livre daquele problema irritante, Franklin finalmente abriu a porta do carro. O interior estava cheio do cheiro da droga, o que quase o fez engasgar.
Ele tirou Wilmar primeiro. Depois de respirar ar fresco, Wilmar recuperou um pouco da consciência e começou a chorar alto.
— Bom garoto, já passou. — Franklin se ajoelhou sobre um joelho, consolando a criança pequena. O abraço largo e seguro do homem logo fez Wilmar se acalmar um pouco, mas a mãozinha ainda agarrava a barra da camisa de Franklin, recusando-se a soltar.
No carro, Eduarda e Elisa também sentiram as forças do corpo se recuperarem gradualmente após o contato com o ar fresco.

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