— Vá sozinho. Se eu for, não farei diferença alguma. — respondeu Eduarda.
Cícero se levantou, mas em vez de caminhar até a porta, ele parou e disse:
— Não estou dizendo para vir resolver isso. A ideia é aproveitar a viagem para te levar para dar uma volta depois. Pelo que vi, você não saiu de casa, deve estar se sentindo um pouco entediada.
Eduarda pensou um pouco e concordou. Ela havia passado os últimos dois dias inteiros ocupada com seus esboços de design, e não saíra quase nada. Realmente estava se sentindo sufocada.
Sair para tomar um ar não seria má ideia, então Eduarda assentiu. No entanto, ela deixou uma coisa bem clara desde o início:
— Vou apenas como passageira. Não fale sobre outras coisas, caso contrário, não entrarei no seu carro.
Cícero abriu um leve sorriso e respondeu:
— Está bem, vamos.
Cícero dirigiu, levando Eduarda em direção ao restaurante onde Evandro estava.
Enquanto isso, no restaurante, Roberto e Evandro já haviam praticamente terminado de jantar, e Roberto voltou a tocar no assunto do projeto do início da conversa.
Evandro sentiu-se acuado, sem ter como escapar.
— Vice-presidente, eu estive pensando... Realmente não posso aceitar. Faz tempo demais que não lido com gestão de projetos, já não entendo tão bem as dinâmicas atuais, e com certeza cometerei erros. Agradeço a confiança do Vice-presidente.
A expressão de Roberto mudou imediatamente após ouvir isso, e um brilho sombrio e cruel percorreu o seu rosto.
— Eu não estou discutindo isso com você, quero que você aceite. — O tom de Roberto já não carregava aquela voz polida de antes. Seu verdadeiro objetivo para hoje era fazer com que Evandro assumisse aquilo, e ficasse quietinho servindo de bode expiatório. Evandro já havia entendido isso desde o começo, e o fato de ainda o rejeitar após uma refeição inteira irritou Roberto profundamente.
O sorriso de Evandro também diminuiu.
— Não pretendo aceitar. Eu e o grupo já cortamos nossos laços completamente. Não preciso mais fazer essas coisas por você.
Roberto abriu um sorriso ainda mais frio e perverso. No momento em que ia dizer algo, bateram na porta da sala e a abriram. A figura alta de Cícero apareceu na entrada.
— Que coincidência, ouvi do gerente que o tio Roberto e o Sr. Castro estavam comendo aqui, e parece que era verdade mesmo. — Cícero disse com um sorriso enigmático.
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