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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 650

— Então, a mamãe ficou assim por minha causa. A culpa é toda minha...

Com a cabeça baixa, Arthur deixou as lágrimas rolarem, caindo no sofá da sala.

Elisa sentiu um aperto no coração. Pegou um lenço de papel e aproximou-se para consolá-lo.

Desta vez, Arthur não chorou alto nem fez manha, apenas aceitou quietinho que Elisa enxugasse suas lágrimas.

— Dona Elisa, eu já entendi que errei. A senhora acha que existe algum jeito de eu pedir desculpas para a mamãe?

Elisa pensou um pouco e respondeu:

— Talvez você possa encontrar um momento tranquilo para sentar com a sua mãe e pedir desculpas de verdade. A sinceridade é muito importante, e quem sabe ela esteja disposta a ouvir o que você tem a dizer.

Mesmo sabendo intimamente que as palavras de Arthur poderiam ser em vão, Elisa acreditava que ao menos serviriam para aliviar alguns nós no coração de ambos.

Arthur pareceu encontrar uma fagulha de esperança e abriu um sorriso tímido:

— Obrigado, Dona Elisa. Eu vou pedir desculpas direitinho para a mamãe.

Elisa sorriu e acenou com a cabeça.

Assim que Cícero e Evandro terminaram a reunião, Cícero, Eduarda e Arthur se despediram da mansão dos Castro.

Cícero estava dirigindo. Arthur e Eduarda foram juntos no banco de trás.

Durante o trajeto, o garoto passava o tempo todo pensando em como se desculpar com a mãe. Tentou quebrar o gelo com uma pergunta cautelosa:

— A mamãe está muito ocupada agora?

Eduarda estava lendo os e-mails de trabalho no celular e não deu muita atenção ao questionamento do filho. Apenas murmurou:

— Uhum. Por quê?

Arthur gaguejou um pouco:

— É que... eu queria conversar um pouquinho com a senhora.

— Pode falar, estou escutando. — Eduarda não baixou o aparelho. O e-mail que havia chegado era importante e exigia uma resposta imediata.

O menino apertou as mãozinhas e começou:

— Mamãe, a Dona Elisa conversou muito comigo e eu entendi tudo. Ela me disse que eu deveria te pedir desculpas de verdade por todas as vezes que eu fiz birra. Mamãe, me desculpa... Você perdoa o Arthur?

A mão de Eduarda travou. Ela virou o rosto para encarar o pequeno ao seu lado; Arthur estava com uma expressão sincera e arrependida, parecendo um menino comportado.

Eduarda sentiu uma leve surpresa pela rápida mudança de atitude da criança.

Porém, quando se tratava de perdão, ela apenas curvou os lábios em um sorriso frio e distante.

Capítulo 650 1

Capítulo 650 2

Capítulo 650 3

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