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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 496

Cícero perguntou:

— O vovô já aceita visitas?

Damiano balançou a cabeça.

— Entrei em contato com Praia Dourada. O administrador de lá disse que o senhor Adilson não quer falar sobre os assuntos do grupo agora. Temo que, se o senhor for até lá, não será recebido.

Cícero tornou a perguntar:

— E o Arthur? Onde ele está agora?

— Arthur foi levado de volta para o Parque Tropical. O administrador mandou avisar que ele está bem, mas de vez em quando faz birra porque quer ver o senhor e... a Sra. Eduarda.

Damiano, depois de pensar um pouco, decidiu se referir a Eduarda pelo nome.

Cícero pensou nisso e sentiu uma pontada de culpa.

— Então vamos voltar primeiro para a mansão.

— Sim, Sr. Machado.

Meia hora depois, no Parque Tropical.

O administrador viu o carro da família parar à porta e imediatamente mandou alguém recebê-los. Ao mesmo tempo, subiu as escadas e bateu à porta. Uma voz infantil e delicada respondeu, e só então ele abriu a porta do quarto.

— Arthur, o seu pai voltou. Você não quer descer para vê-lo? — perguntou o administrador a Arthur.

Os olhos de Arthur brilharam na mesma hora. Ele pulou da cadeira da escrivaninha e correu para o andar de baixo sem nem calçar os sapatos.

Arthur parou por um instante, até deixou de enxugar as lágrimas. Quando percebeu o que Cícero tinha dito, correu ainda mais rápido e se jogou no abraço largo e acolhedor do pai, chorando alto, sem se conter.

Cícero sentiu uma ternura indescritível no coração. Abraçou o filho com força, dando-lhe o máximo de segurança possível, e também absorveu a sensação de felicidade que a criança lhe transmitia.

Arthur estava magoado havia muito tempo e, afinal, ainda era só uma criança. Quando começou a chorar, foi difícil parar. Entre soluços, repetia o quanto tinha sentido sua falta. Cícero ouvia cada palavra, dando tapinhas constantes nas costas do menino para acalmá-lo.

Depois de chorar por um tempo, Arthur ergueu o rostinho molhado de lágrimas, olhou para ele com uma expressão tão magoada que partia o coração e perguntou:

— Papai, por que a mamãe não voltou com você? Eu também estou com saudade da mamãe.

Ao ouvir aquela pergunta, Cícero sentiu um nó na garganta.

Como diria ao filho que a mãe dele já não os queria mais?

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