Logo pela manhã, Eduarda chegou ao prédio da Flor de Ouro Fashion e encontrou Sabrina, que também tinha acabado de chegar para trabalhar, ainda no térreo.
— Ember, chegou cedo. Não quis descansar mais um pouco? — Sabrina se aproximou e caminhou com ela até o elevador.
Eduarda sorriu.
— Não tinha muito o que fazer, então resolvi vir mais cedo.
Tanto Eduarda quanto Franklin tinham o hábito de acordar cedo e não gostavam de dormir demais. Os dois eram bastante disciplinados.
Sabrina comentou:
— Que bom. Tem uma questão de design que eu queria discutir com você hoje.
— Vamos lá, então. Podemos conversar sobre isso.
As duas entraram juntas no prédio da Flor de Ouro Fashion e foram para o escritório de Sabrina, no departamento de design, onde começaram a discutir algumas questões de trabalho.
Foi então que uma assistente bateu à porta.
— Gerente, tem uma visita para a senhora.
Sabrina olhou para Eduarda, fez um gesto com a cabeça e pediu que a assistente mandasse a pessoa entrar.
Nem Sabrina nem Eduarda imaginavam que seria Damiano. Depois que ele explicou que tinha vindo em nome da empresa para se desculpar, Sabrina aceitou o pedido de desculpas com educação e formalidade.
Em seguida, Damiano colocou diante de Eduarda uma caixa de couro preta, de acabamento impecável.
— O que é isso?
Damiano abriu a caixa na frente dela.
— Um presente do Sr. Machado como pedido de desculpas para a designer Ember. Ele espera que a senhora goste.
Eduarda olhou para o deslumbrante conjunto de joias à sua frente. Bastou um olhar para reconhecer a qualidade excepcional das peças.
O que Cícero estava lhe dando valia muito mais do que o presente de desculpas enviado à própria Flor de Ouro Fashion.
Aquele pequeno conjunto de joias tinha um valor absurdamente alto, além de pertencer a uma coleção limitada e rara. Ninguém usaria algo assim apenas como um gesto protocolar de desculpas, a não ser o próprio Cícero.
— Precisa disso tudo para pedir desculpas? — Eduarda estendeu a mão e tocou uma das pedras, mas o toque gelado a fez recuar. — Eu aceito o gesto, mas não vou trabalhar para ele.
Damiano abaixou a cabeça e respondeu:
— O Sr. Machado só quer se desculpar. Não há nenhuma outra exigência. Ele só quer vê-la bem.
Eduarda soltou um leve sorriso, sem dizer muita coisa, e fechou a caixa.
— Eu aceito. Pode ir.
Ao ouvir que algo tinha acontecido com o patriarca da família Nogueira, Eduarda sentiu que não podia simplesmente ficar fora daquilo.
Ela se preparou para ir junto, mas Franklin a impediu.
— Eduarda, eu sei que você se preocupa, mas confia em mim, eu dou conta sozinho. Não quero que você fique angustiada comigo nessa hora.
Eduarda hesitou.
— Mas eu não me importo em dividir isso com você. A gente devia enfrentar essas coisas juntos, não devia?
Normalmente, Franklin ouviria o que Eduarda tivesse a dizer.
Mas, dessa vez, ele claramente não queria seguir a ideia dela.
Insistiu:
— Eu ainda não sei exatamente como as coisas estão por lá e tenho medo de que você não consiga descansar direito na viagem. Você não se lembra de que precisa continuar fazendo seus exames de rotina para manter a imunidade e o organismo equilibrados?
Franklin sorriu com gentileza, embora Eduarda conseguisse perceber o esforço por trás daquela expressão.
Mesmo assim, ele a puxou para um abraço caloroso e acariciou suas costas, confortando-a mesmo estando tomado pela ansiedade.
— Não quero que você passe por estresse agora. Eu prometo que, assim que resolver as coisas por lá, volto correndo, está bem?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Diamantes e Cicatrizes