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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 320

Eduarda assentiu, sentindo como se a enorme pedra que pesava em seu peito finalmente tivesse caído ao chão.

Franklin prosseguiu com as perguntas:

— Outra coisa, Cícero ainda se recusa a assinar o divórcio? Quais são os seus planos em relação a isso?

Eduarda explicou:

— Eu já conversei com o avô dele para que ele pressione Cícero a assinar. Se não houver novidades nos próximos dias, ou se a palavra de Adilson Machado não surtir efeito, eu procurarei um advogado diretamente. Mesmo que levar isso pra Justiça seja trabalhoso, eu preciso me divorciar dele.

Franklin ficou em silêncio, mas entendeu com exatidão qual era a intenção de Cícero.

No entanto, insistir em agarrar-se a alguém cujo coração já havia morrido era, sem dúvida, uma atitude tola.

Cícero também parecia estar em um beco sem saída, restando-lhe apenas assediar Eduarda incansavelmente.

Franklin tampouco queria que Cícero continuasse importunando Eduarda.

Ele aconselhou:

— Eduarda, eu apoio a sua decisão. Com a situação atual, você teria condições muito favoráveis no tribunal, as chances de perder uma ação são mínimas.

Eduarda concordou com a cabeça.

Ela só desejava que tudo acabasse o mais rápido possível, devolvendo-lhe um pouco de paz e espaço.

Os dois conversaram sobre outros assuntos e, quando Eduarda se sentiu exausta, retirou-se para o quarto de hóspedes da estância para descansar.

Enquanto isso, Franklin permaneceu sentado no pátio, pegou o celular e fez uma ligação para agendar um médico especializado para Eduarda.

Naqueles dias, Franklin não queria fazer mais nada além de fazer companhia a Eduarda e deixá-la descansar. A recuperação dela era mais importante do que qualquer outra coisa.

Do outro lado, Weleska carregava vários presentes enquanto chegava à Praia Dourada, da família Machado.

Ela fora até lá com o propósito claro de procurar Adilson.

Ela precisava que Adilson também a ajudasse no seu plano.

Weleska pediu ao velho administrador da casa:

— Por favor, chame o avô para descer e falar comigo.

Embora o velho administrador estivesse relutante, ele seguiu as regras de etiqueta e foi chamar Adilson.

Adilson olhou para Weleska, que havia aparecido sem ser convidada, com uma evidente insatisfação e perguntou:

— A Sra. Castilho veio procurar este velho por qual motivo?

Na verdade, Adilson não tinha a menor intenção de lidar com ela.

Contudo, as palavras de Weleska deixaram Adilson chocado.

Weleska revelou:

— Sr. Adilson, este é o meu exame de gravidez. Eu estou esperando um filho do Cícero, e a gestação já está em andamento há algum tempo.

Adilson pegou o papel, olhou-o rapidamente e questionou, com ceticismo:

— Este filho é mesmo de Cícero?

— Estes são suplementos que eu encomendei especialmente com um especialista em fitoterapia para a sua saúde, espero que o senhor aceite.

Weleska não ousou dizer mais nada e deixou a Praia Dourada, da família Machado de forma muito obediente.

Adilson olhou para as sacolas de presentes e acenou com a cabeça para o velho administrador.

O velho administrador compreendeu a mensagem instantaneamente e mandou que jogassem todas aquelas coisas no lixo.

Cerca de uma hora depois, a porta da Praia Dourada foi aberta por Cícero.

No escritório, Adilson estava sentado à beira da janela, contemplando a paisagem externa, e só se virou ao ouvir os passos e a voz de Cícero.

Cícero anunciou:

— Avô, o senhor mandou me chamar.

Na realidade, Cícero não fazia ideia de qual seria o assunto que Adilson desejava tratar.

Adilson foi direto ao ponto, sem qualquer enrolação:

— Vá assinar o acordo de divórcio e formalize a separação de Eduarda de uma vez por todas.

Com um olhar severo, Adilson exigiu:

— Esta ordem é inquestionável, vá resolver isso agora mesmo.

Eles não podiam mais adiar aquilo; aquele casamento precisava ser dissolvido com urgência.

No entanto, Cícero permaneceu em absoluto silêncio.

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