Ele não deveria ter deixado de dar atenção a Weleska por se importar e zelar por Eduarda.
A sua própria vida fora um presente de Weleska, e o correto seria devotar tudo a ela.
Quanto à existência de Eduarda, ela jamais deveria ser mais importante do que a Estrela que o resgatara na infância.
Cícero franziu levemente a testa, pois, por mais que tentasse racionalizar, continuava sendo difícil erradicar a imagem de Eduarda da sua mente.
Ele não sabia o que estava acontecendo consigo mesmo, mas tudo relacionado a Eduarda o fazia sentir-se fora de controle.
O seu coração já havia começado a bater mais forte por Eduarda.
Entretanto, ele passaria a vida inteira sentindo-se em dívida com Weleska.
Cícero expressou as suas desculpas a Weleska.
Ele se justificou:
— Weleska, eu tenho estado muito ocupado com o trabalho ultimamente, mas os meus sentimentos por você continuam os mesmos.
Ao ouvir a declaração de Cícero, Weleska finalmente abriu um sorriso e disse:
— Cícero, você continua sendo a melhor pessoa do mundo para mim.
Ela continuou:
— Cícero, então vamos para casa, eu quero voltar para descansar.
Cícero assentiu com a cabeça:
— Certo.
Os dois retornaram juntos ao Parque Tropical.
Cícero instruiu o administrador da casa:
— Weleska agora está grávida, certifique-se de cuidar muito bem dela, não podemos ter nenhum deslize.
O administrador da casa ficou chocado internamente, mas por fora assentiu com absoluta serenidade.
O funcionário prometeu:
— O senhor pode ficar tranquilo, nós cuidaremos perfeitamente da Sra. Castilho.
Cícero emitiu um murmúrio de aprovação e recolheu-se ao escritório.
Aproveitando um momento livre, o administrador da casa convocou a governanta, o cozinheiro e o restante dos empregados para uma reunião no jardim.
O administrador anunciou:
— O patrão informou que a Sra. Castilho está grávida. A partir de hoje, tudo nesta mansão deverá priorizar a Sra. Castilho. A cozinha precisará prestar atenção redobrada à alimentação, às restrições da senhora e providenciar um cardápio adequado para gestantes.
Ele deu mais algumas orientações rigorosas antes de dispensar a equipe.
A governanta olhou para os lados e aproximou-se do administrador para perguntar:
— A Sra. Castilho está mesmo grávida? E o que vai acontecer com a patroa? Isso significa que a mansão vai mudar de dona?
O administrador fez um gesto exigindo silêncio e advertiu:
— Não fiquem fofocando sobre os assuntos dos patrões. Já comentamos isso em particular, agora não toquem mais no assunto. Os problemas da patroa e do patrão não são da nossa conta.
Percebendo que havia falado demais, a governanta cobriu a boca apressadamente.
O administrador baixou a voz e concluiu:
Eduarda concordou que seria uma boa ideia, mas ela não queria conversar em um ambiente tão fechado como o seu apartamento, preferindo relaxar um pouco a sua mente conturbada primeiro.
Então ela perguntou:
— Aquela propriedade de campo nos arredores da cidade que você mencionou da última vez, eu ainda posso ir para lá agora?
Franklin entendeu de imediato que Eduarda se referia à estância rural da família Nogueira, o lugar para onde ele vinha tentando levá-a há muito tempo.
Com um tom carregado de alegria, ele concordou:
— Claro que pode, eu passo aí para buscá-la e nós vamos juntos.
Eduarda respondeu:
— Certo, muito obrigada.
Franklin não acrescentou mais nada, desligou a chamada rapidamente e dirigiu-se ao apartamento de Eduarda.
Observando a paisagem agitada pela janela, Eduarda pensou que talvez fosse a hora de considerar tudo muito bem pela última vez.
Refletir sobre o momento exato para retirar aquela criança que não deveria vir ao mundo.
Franklin chegou em pouco tempo, pegou Eduarda e seguiu de carro para a periferia. No caminho, ele comprou muitas coisas para ela, desde comida até itens de uso pessoal.
Ele desejava genuinamente que Eduarda se sentisse o mais confortável possível.
Sendo tratada com tamanho cuidado e consideração, Eduarda sentia-se um tanto indigna de tanta atenção.
Ela comentou:
— Franklin, obrigada por cuidar tanto de mim, mas você não precisa se cansar tanto, eu posso me virar sozinha.

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