O empresário ficou instantaneamente surpreso, com os olhos brilhando de entusiasmo.
Ele não imaginava que Eduarda tivesse um prestígio tão grande.
Imediatamente, curvou-se ligeiramente para cumprimentá-la:
— Minha nossa, eu não tinha me dado conta de que a senhora estaria aqui. É uma honra.
— A Sra. Machado não é apenas uma designer promissora com um futuro enorme, mas também veio acompanhada pessoalmente pelo Sr. Machado. Peço perdão por não tê-los recebido adequadamente.
O homem não parava de tecer elogios para agradar Eduarda.
No entanto, Eduarda apenas sorriu por educação, sem dar muita resposta.
Ela olhou para Cícero, incapaz de compreender o que se passava na mente dele naquele momento.
Anunciar publicamente, diante de todos, que ela era sua esposa.
Ela não entendia o que Cícero pretendia com aquilo.
O empresário conversou por um tempo e se afastou. Após se sentarem, Eduarda não conseguiu conter a indignação e disse a Cícero:
— Sr. Machado, que cena é essa hoje? Nos seis anos em que estivemos casados, você sempre se recusou a admitir que era um homem comprometido.
— Por que dizer isso hoje? O que você quer, afinal?
Perguntou Eduarda, lançando a Cícero um olhar nada amigável.
Cícero escolheu dizer aquelas coisas justamente quando estavam prestes a se divorciar.
Eduarda só podia concluir que ele fazia aquilo de propósito.
Especialmente porque Rafael estava ao lado dela.
Será que ele fez tudo aquilo para provocar Rafael?
Cícero não permitia que ninguém se aproximasse dela, era isso?
Esse tipo de possessividade quase doentia deixava Eduarda extremamente desconfortável.
Cícero sorriu levemente e, diante da pergunta de Eduarda, refletiu por um instante.
Ele disse:
— Antes eu não queria dizer, agora eu quero. Não posso?
Eduarda soltou um riso frio, achando as palavras de Cícero absolutamente ridículas.
Ela retrucou:
— Mas agora sou eu quem não quer.
Antigamente, ela fazia qualquer coisa por Cícero de bom grado.
No passado, ela esperava que Cícero a notasse, que a tratasse bem, que reconhecesse sua identidade e a tratasse como uma esposa.
Mais tarde, Eduarda compreendeu que tudo aquilo não passava de ilusão, pura fantasia.
Ela não depositava mais esperanças naquilo.
Ela não tinha mais nenhuma expectativa em relação a Cícero.
Da mesma forma, Rafael assistia a tudo atentamente.
Dos três sentados ali, apenas Cícero não tinha a menor atenção voltada para as modelos ou para as roupas.
Ele observava cada movimento de Eduarda.
Era a primeira vez que ele via Eduarda trabalhando.
A expressão dela era séria, o olhar sob o arco das sobrancelhas era claro, atento, e a luz vinda de cima projetava uma sombra delicada de seus longos cílios.
Cícero percebeu que nunca havia observado Eduarda com tantos detalhes.
Sem dúvida, Eduarda era muito bonita.
Ela possuía uma beleza clássica, marcante e elegante.
Sua postura profissional acrescentava um fascínio sedutor à sua imagem.
Inconscientemente, Cícero sorriu para Eduarda.
Uma mecha de cabelo caiu sobre o rosto de Eduarda, bloqueando sua visão. Ao levantar a mão para prender o cabelo, ela viu, pelo canto do olho, que Cícero sorria para ela.
Eduarda franziu a testa, sentindo-se incomodada com aquele olhar.
Cícero, no entanto, pareceu não notar o desconforto dela e manteve sua postura.
Rafael olhou para o relógio e disse:
— Pela ordem, chegou a sua vez.

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