No quarto do hospital, só estava o Velho Sr. Naia.
O rosto de Virgílio mudou imediatamente.
"E ela?"
"Recebeu alta."
O Velho Sr. Naia apoiou-se na bengala e levantou-se.
Virgílio tirou imediatamente o celular e ligou para Leonor.
Chamou.
Mas ninguém atendeu.
Virgílio levantou os olhos e encarou o olhar sereno do Velho Sr. Naia.
"Ela só voltou ao Brasil por alguns dias, o que ela fez para te incomodar?"
O Velho Sr. Naia aproximou-se de Virgílio e deu-lhe um leve tapinha no ombro.
"Virgílio, seu avô foi internado. Ligaram para mim, então vim avisá-la. Ela saiu apressada, não falei mais nada."
As veias da testa de Virgílio ficaram visíveis; ele virou-se imediatamente e saiu em direção ao aeroporto.
O Velho Sr. Naia foi até o quarto de Júlio.
Priscila e Júlio estavam sentados de frente um para o outro, trocando olhares intensos.
"O Júlio está melhor?"
O Velho Sr. Naia perguntou com preocupação.
Priscila respondeu: "O médico acabou de passar aqui, disse que melhorou muito. Às vezes tosse, mas não é nada grave. Passou uns medicamentos e disse que já pode receber alta."
"Ótimo, vamos. Vamos para casa."
O Velho Sr. Naia, contente, estendeu a mão para Júlio.
Júlio, porém, afastou-se e levantou o rosto, os olhos negros brilhando como ônix, olhando para o Velho Sr. Naia.
"E a irmã Leonor?"
O Velho Sr. Naia sorriu gentilmente: "Seu bisavô adoeceu, ela voltou para casa."
"Ela vai voltar?"
Júlio perguntou ansioso.
Priscila quase perdeu a paciência com ele.
O Velho Sr. Naia, no entanto, manteve-se paciente: "Assim que seu bisavô melhorar, ela vai voltar."

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