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Destino do Coração: Única Prova da sua Existência romance Capítulo 414

Dois anos e meio atrás, quando Mariana Gomes partiu, Caio Dantas ainda mantinha uma esperança acesa no peito, dizendo a si mesmo que ela só estava chateada e que, no fundo, não o havia abandonado de verdade.

Agora, porém, ela havia mandado um estranho transmitir a ele a mensagem de que não precisava mais procurá-la.

Ela disse que, embora se sentisse culpada, nunca o amou de fato.

Caio Dantas apoiou-se na parede, forçando-se a permanecer de pé; a outra mão pousou sobre o peito, tentando conter a dor, enquanto, em voz baixa e rouca, pediu:

— Pode sair. Quero ficar sozinho aqui por um tempo.

Zuo Qiheng não disse nada. Embora não soubesse o que Caio Dantas havia feito para Mariana Gomes, pôde sentir a dor profunda que tomava conta dele. Em silêncio, virou-se e saiu.

Caio Dantas continuou ali, lutando para se manter de pé, enquanto o olhar perdia todo e qualquer brilho. De repente, tudo ao seu redor parecia ter perdido cor e calor.

A esperança alimentada por mais de dois anos de autoengano desmoronou como um castelo de areia diante da maré, sumindo em questão de segundos, deixando apenas um vazio devastador.

Os olhos, avermelhados de tanto esforço para conter a tristeza, mal conseguiam segurar o choro que ameaçava explodir de dentro para fora. Por fim, incapaz de resistir, a mão que cobria o peito subiu para tapar os olhos, e o corpo inteiro começou a tremer. Um gemido abafado de dor escapou-lhe pela garganta, sufocado e quase inaudível.

Pela enésima vez, Caio chorou como uma fera acuada, a voz desfeita, rouca, enquanto as lágrimas caíam uma a uma, pesadas sobre o rosto:

— Desta vez, eu realmente te perdi.

Ele não soube dizer quanto tempo ficou ali dentro. Quando finalmente saiu, a primeira coisa que fez foi comprar aquela casa por um valor alto.

Não voltou para Palmas. Passou tanto tempo sem comer que quase desmaiou, e acabou comprando qualquer coisa na rua apenas para forrar o estômago.

Hospedou-se em um hotel em Fenglisi, sem coragem de entrar na casa onde Mariana Gomes vivera nos últimos dois anos. Limitou-se a descansar no quarto do hotel.

Há tempo sem pregar os olhos, deitou-se na cama, sentindo o cansaço vencer, mas lutando contra o sono.

Olhando para a cama do hotel, lembrou-se dos dias que passou com Mariana Gomes na Ilha Marizu.

Parecia irônico: depois de sete anos de casamento, a primeira vez que dividiram uma cama foi justamente num hotel.

Naquele tempo, Mariana Gomes também não o amava, mas pelo menos não o desprezava. Por isso, ele podia exigir que ela não dormisse de costas para ele, ou ameaçá-la para que não acordasse antes dele.

Jamais pensou que aquela rotina, tão comum, um dia se tornaria uma lembrança preciosa.

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