“Por favor, eu te imploro, não me deixe, não me abandone!”
A voz dele tornara-se rouca, como a de uma criança que cometeu um erro, repetindo vezes e mais vezes: “Não me abandone, não me abandone, por favor!”
O olhar que lançava ao coelho de pelúcia estava despedaçado, como se suplicasse por misericórdia do próprio destino. O choro intenso, entrecortado por tremores na voz:
“Mariana, volta pra casa, por favor? Se você se acalmar, se você não me abandonar, eu prometo que vou me comportar, eu prometo ser bom…”
Chorando de dor, o corpo todo tremia sem controle. Ele apoiou os braços nos joelhos, encostou a testa neles e afundou o rosto, chorando baixinho, mas de maneira desesperada.
O silêncio no quarto era absurdo, e só se ouvia aquele pranto de desespero, de impotência, de tristeza — um choro que rasgava o peito.
Pela primeira vez em seus trinta e um anos, Caio Dantas chorou como uma criança sem lar, soluçando de modo histérico, sem conseguir respirar direito entre um lamento e outro…
No instante em que seu coração tão apertado se despedaçou de vez, tudo o que restou foi um fato impossível de aceitar diante de si.
——— Sua Mariana realmente o deixara!
O céu da madrugada estava cinzento e opaco. Caio Dantas não sabia há quanto tempo chorava; as lágrimas secaram e o choro cessou, mas a dor dentro dele seguia intacta.
Quando o dia clareou, ele se levantou sem forças, arrumou o coelho de pelúcia e foi para o quarto de hóspedes tentar descansar.
Assim que adormeceu, sonhou com aquela figura que estivera ao seu lado por sete anos: o rosto dela, o olhar, o jeito de virar as costas — tudo transbordava mágoa por ele.
Não demorou muito, Caio Dantas acordou do sonho com o coração tão apertado que sentia falta de ar.
Depois daquele dia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino do Coração: Única Prova da sua Existência
História emocionante, mas infelizmente não ficaram juntos Caio e Mariane...