“Eu não estou de birra, só não quero comer, não estou com apetite, você não entende o que eu digo?”
Caio Dantas largou o garfo e a faca com os quais servia comida para ela. A dor em seu olhar foi tão breve quanto um relâmpago: “Tudo bem, se você não quer comer, vamos para casa.”
Levantou-se e, sem esperar resposta, segurou-a pela mão e levou-a embora.
No caminho de volta, nenhum dos dois disse palavra.
Mariana Gomes não queria falar com ele.
Caio Dantas temia ouvir o tom ríspido dela, o que só o faria sofrer ainda mais.
Assim que chegaram, ela entrou no quarto de hóspedes. Caio Dantas foi atrás, ignorando a vontade dela, insistindo em deitar-se ao lado.
Mariana Gomes perdeu a paciência. “Caio Dantas, ou você volta para seu quarto, ou eu vou dormir na sala.”
Antes, quando deitavam juntos, mesmo que ela não estivesse acostumada, pelo menos havia respeito entre eles. Mas agora, com Caio Dantas tendo tirado a medula que salvou Patricio Palmeira, havia uma vida entre eles — como poderia continuar dividindo a mesma cama?
No olhar de Caio Dantas havia uma tristeza discreta, mas suas palavras foram duras: “Você é minha esposa, dormir ao seu lado é natural. Já passamos dos limites, não faz sentido agir assim agora.”
Mariana Gomes manteve-se firme. “Se você vai dormir aqui, tudo bem! Então eu vou para a sala.” E, dizendo isso, tentou sair.
Caio Dantas a puxou de volta e, por fim, abaixou a cabeça: “Tudo bem, descanse.” Saiu do quarto em seguida.
Ele percebeu que, quando Mariana Gomes ficava teimosa, ele não sabia como lidar.
Depois que Caio Dantas saiu, Mariana Gomes se acalmou. Ao levantar o cobertor, viu uma mancha vermelha no lençol.
Era gritante, incômoda.
Aquela mancha era a prova de que tudo o que acontecera durante o dia não fora um sonho. Ela realmente havia sido tomada por Caio Dantas...
Mariana Gomes arrancou o lençol e jogou no lixo, trocou toda a roupa de cama, mas ainda assim sentia tudo sujo — tudo estava sujo, muito sujo.
O lençol estava sujo, o cobertor estava sujo, o quarto estava sujo, ela também estava suja!
Somente quando o dia clareava é que conseguiu adormecer.
Sete e meia da manhã.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino do Coração: Única Prova da sua Existência
História emocionante, mas infelizmente não ficaram juntos Caio e Mariane...