Na Mansão Martins, Rogério Valentim chegou com seu filho Ramalho Valentim.
Após o nascimento do menino, Íris Valentim o entregou a Rogério para que o criasse.
Pois naquela região, ter um filho fora do casamento não era algo para se orgulhar.
"Ramalho, este é seu tio e seu primo", disse Rogério com um sorriso.
Ramalho ficou atrás dele, timidamente mostrando metade do rosto, "Tio... oi, primo... oi."
Felipe o observou discretamente.
Ele tinha uma certa semelhança com o velho, especialmente nos olhos amendoados, quase idênticos.
Realmente era a semente do velho.
A matriarca ofereceu um pastel para ele, sorrindo levemente, "Ramalho, não tenha medo, vem, come um pastel."
Ramalho puxou a manga de Rogério, "Pai, eu... eu quero uma... uma bala."
"Coma", disse Rogério, passando a mão em sua cabeça e sentando-se com ele no sofá.
Ramalho pegou uma bala, olhou para Felipe e ofereceu outra, "Primo, quer... quer uma bala?"
"Não precisa", respondeu Felipe secamente.
Rogério riu, "Esse menino é tímido, ele precisa um pirulito quando fica nervoso."
Um brilho incisivo reluziu dos olhos de Felipe.
Ramalho parecia um garoto com desenvolvimento mental incompleto, difícil de associar com o líder da AK.
Mas entre as pessoas da família Martins, capazes de cultivar forças obscuras no exterior, além dele, apoiado pela família Valentim, era difícil encontrar outro.
A matriarca também examinava Ramalho, "Esse menino já casou?"
A matriarca estremeceu ligeiramente, "Ela operou?"
"Sim, removeram metade do estômago, mas a situação não é muito otimista." Rogério suspirou, "Ela cometeu um erro e está arrependida, por tantos anos ela esperava receber seu perdão."
A matriarca acenou com a mão, "As coisas do passado, eu já esqueci."
Rogério mexeu no seu café, "Ramalho pode não ser muito inteligente, mas de qualquer forma é um filho da família Martins, e tem sido a preocupação da nossa irmã todos esses anos. Agora, o único desejo dela é que Ramalho reconheça seu ancestral e ter o direito de prestar homenagens no Dia dos Finados."
A matriarca olhou mais profundamente, pensativa por um momento, e disse baixinho, "Vou pensar nisso, procurarei a oportunidade certa para ele voltar, mas não agora."
Rogério mostrou um olhar suplicante, "Irmã, se possível, antes de nossa irmã morrer, deixe que Ramalho volte para a família Martins. Assim ela poderá partir em paz."
A matriarca massageou o centro da testa, "Será que ser uma criança da família Valentim é tão ruim? Ainda não é o mesmo que viver na opulência, com status elevado, quem ousaria intimidá-los? Entrar para a família Martins é apenas uma questão de receber um fundo de herança extra."
Rogerio suspirou profundamente, "Isso é uma obsessão, não é? Só podemos culpar o cunhado por ter sido tão paquerador naquela época, a ponto de minha irmã ter perdido completamente a cabeça por ele."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino Cruzado, Não Soltar!
Estou no capítulo 806, manda mais...
Por que o escritório não nos dá uma resposta?...
Eu estava no capítulo 723, e agora não aparece mais, voltou para o 324. Já comprei muitos capítulos no Bee, não posso gastar mais. O suporte consegue me ajudar!...
Achei o capítulo q estava 723 e baixou tudo isso....
Eu estava no capítulo q a Ângela estava descobrindo sobre a Leila, q ela perguntou para Felipe se Angela tinha dado veneno para ela. Acho q era o capítulo 713 ou 720 algo assim...
Porm que vc não coloca no capítulo q estava antes, agora não lembro no q estava mas acho q era no 813, voltou muito para trás, já ficou sem graça, vou ter q parar de ler, que chato....
Estou no começo do livro ainda, acho que falta um pouco de romantismo, os pais dos gêmeos só brigam? Fica meio cansativo; ela devia ser mais inteligente e tentar conquistar o homem, mas só o espanta?....
Eu estava na.pagina 20 e agora voltou para a 9....
Ué o que está acontecendo? Voltou para trás a história?...
Agora deram pra repetir capítulos iniciais?! Que falta de respeitoco.os leitores!...