Ângela chegou em casa e foi direto para o banheiro, com lágrimas que já não podia conter enchendo seus olhos.
Ela abriu a torneira, deixando o som da água abafar todos os outros ruídos, e então cobriu o rosto, chorando desconsoladamente.
Embora não ousasse acreditar em Felipe, no fundo ainda nutria uma réstia de esperança.
Esperava que ele estivesse arquitetando algum plano em segredo, que tivesse se divorciado e casado com Leila por pura necessidade, como havia feito três anos atrás.
Esperava que ele realmente cumprisse sua promessa e voltasse após seis meses.
Agora, toda esperança havia sido cruelmente consumida pelas chamas, deixando apenas um terreno desolador de desespero.
Antes, ela sempre achava que era desapegada, que conseguia deixar ir, que não seria manipulada por um homem. Mas agora percebia que não era tão forte, descolada ou inteligente quanto pensava; uma vez apaixonada, tornava-se difícil seguir em frente.
Por isso, permitia-se ser enganada repetidamente.
As lágrimas corriam entre seus dedos como uma fonte, tal qual a tristeza em seu coração que parecia inesgotável.
Nesse momento, o celular tocou, era Felipe ligando, ela o ignorou com raiva.
Ele ligou de novo, e ela simplesmente desligou o aparelho.
Felipe estava do lado de fora da casa, com a família Alves reunida; era muito tarde para ele entrar.
Vendo que ela desligara o celular, suspirou resignado, sabendo que ela estava furiosa.
Talvez amanhã ela estivesse um pouco mais calma.
Infelizmente, Ângela não estava nada calma. Na manhã seguinte, assim que Felipe chegou ao escritório, ligou para ela: "Venha ao meu escritório."
"Entendido, Sr. Martins," ela respondeu secamente e desligou, sem intenção de aparecer.
Felipe esperou meia hora e, sem vê-la, ligou para Justina pedindo que chamasse Ângela.
Mas Ângela não queria ir de jeito nenhum: "Diga ao Sr. Martins que estou muito ocupada hoje e não posso ir ao escritório dele."
Justina percebeu que era uma briga com o chefe e discretamente se retirou.
O ressentimento de Ângela dentro do peito estava prestes a explodir como um balão de ar quente prestes a se romper. Foi então que a porta do escritório se abriu e a imponente figura de um homem se postou na entrada.
"Contanto que você não me traia, o resto não importa." A única mulher que ele se importava era ela.
Ângela ficou surpresa, o que ele estava fazendo? Ela não conseguia entender mais nada!
Mas, tinha que admitir, a raiva em seu coração começava a se dissipar.
Amar alguém era assim, todos os sentimentos involuntariamente influenciados por essa pessoa, uma montanha-russa emocional.
Feliz por ele.
Triste por ele.
Angustiada por ele.
"De qualquer forma, se em seis meses você não cumprir todas as suas promessas, eu me caso de novo e cortamos relações para sempre."
Os lábios dele curvaram-se num leve sorriso: "Combinado."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino Cruzado, Não Soltar!
Estou no capítulo 806, manda mais...
Por que o escritório não nos dá uma resposta?...
Eu estava no capítulo 723, e agora não aparece mais, voltou para o 324. Já comprei muitos capítulos no Bee, não posso gastar mais. O suporte consegue me ajudar!...
Achei o capítulo q estava 723 e baixou tudo isso....
Eu estava no capítulo q a Ângela estava descobrindo sobre a Leila, q ela perguntou para Felipe se Angela tinha dado veneno para ela. Acho q era o capítulo 713 ou 720 algo assim...
Porm que vc não coloca no capítulo q estava antes, agora não lembro no q estava mas acho q era no 813, voltou muito para trás, já ficou sem graça, vou ter q parar de ler, que chato....
Estou no começo do livro ainda, acho que falta um pouco de romantismo, os pais dos gêmeos só brigam? Fica meio cansativo; ela devia ser mais inteligente e tentar conquistar o homem, mas só o espanta?....
Eu estava na.pagina 20 e agora voltou para a 9....
Ué o que está acontecendo? Voltou para trás a história?...
Agora deram pra repetir capítulos iniciais?! Que falta de respeitoco.os leitores!...