"Como assim?" Keila ficou totalmente atônita, seus olhos se arregalaram de repente, maiores que os sinos da igreja: "E o Elton? Ele não disse que o filho era dele?"
"Ele é só o tio da criança" - disse Felipe com voz grave.
Keila desabou no sofá, passou pela sua cabeça que o filho poderia ser de Felipe, mas nunca imaginou que eles já estivessem casados.
Baixando a cabeça, ela deu uma olhada no neto que tinha nos braços, e realmente, os traços do menino eram quase idênticos aos do homem à sua frente.
"Esses jovens de hoje em dia realmente..."
Ela estava perplexa.
Mas havia uma coisa da qual ela não estava confusa: "Se estão casados, não podem se separar! O bebê acabou de nascer e vocês já querem se divorciar, estão tratando o casamento como brincadeira? Pensaram no bem da criança?"
Ângela Alves mordeu o lábio: "Mãe, eu e ele só..."
Ela foi interrompida rapidamente por Felipe: "Ela está brava comigo, por eu não estar por perto, por não ter protegido bem o nosso filho."
Keila suspirou: "Ângela, mãe sabe que você está sofrendo, mas tem que pensar no filho que está vivo..."
Enquanto ela falava, o bebê começou a chorar alto.
O choro doeu no coração de Ângela Alves. Em um instante, todas as suas emoções foram reprimidas, e ela só queria proteger o filho que lhe restava.
"Mãe, deixa que eu pego ele!"
Keila se levantou: "Descansa um pouco, mãe tem experiência. O bebê está com fome, está na hora de mamar."
Felipe chamou rapidamente a tia Bruna para preparar o leite em pó para o bebê.
Quando o bebê tomou a mamadeira, parou de chorar, chupando o bico em pequenos goles.
Keila o alimentou enquanto brincava com ele: "Você ficou assustado quando ouviu a mamãe e o papai falando sobre a separação, não foi? Não se preocupe, eles estão apenas com raiva um do outro, logo se vão se reconciliar e não se vão separar de verdade. Nosso pequeno precisa de uma família unida para crescer saudável e feliz".
Na verdade, essas palavras foram dirigidas à sua filha e ao seu genro.
O coração de Ângela Alves se apertou. Afinal de contas, era um casamento de conveniência, como não poderia terminar em divórcio?
Eles ainda tinham quem esperava para casar com o amor platônico!
Quanto à atitude incomum dele hoje, provavelmente era por culpa pela perda do outro filho, certo?
Só de pensar na criança, o coração dela era novamente envolto em tristeza.
Depois de dois dias no hospital, Ângela Alves recebeu alta e se mudou para a mansão que Felipe havia arrumado.
Gabriela Castro escolheu um dia para enterrar o neto.
Ele jazia em um pequeno caixão de cristal, enterrado no cemitério da família Martins.
O leite de Ângela Alves era muito pouco, então ela optou por uma fórmula orgânica para alimentar a criança.
O bebê era tranquilo, só chorava quando estava com fome ou precisava trocar a fralda.
"Esse menino é igualzinho a você quando era pequeno, raramente chorava, ficava quietinho depois de mamar", disse Bruna, sorrindo.
Keila sorriu: "Seu filho sempre se parece com o pai, até nas feições."
Ela olhou para a filha, que estava olhando para o berço, absorta em pensamentos.
Desde seu retorno, ela não sorria nem falava muito.
Quando o bebê dormia, ela ficava deitada na cama, olhando para o teto, perdida em seus pensamentos.
Ela ainda não havia superado a dor de perder um filho.
Na agradável tarde de sol, Bruna levou o bebê para o quintal para tomar um pouco de sol.
Os bebês recém-nascidos precisam de muito sol para se livrar da icterícia.
Felipe chegou em casa do trabalho e, inclinando-se, observou o filho dormindo profundamente.
Em voz baixa, Bruna disse: "Senhor, nos últimos dias, a Ângela tem estado muito triste com a perda do bebê. Se ela continuar assim, não vai ser bom; ela pode acabar desenvolvendo depressão pós-natal".

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destino Cruzado, Não Soltar!
Estou no capítulo 806, manda mais...
Por que o escritório não nos dá uma resposta?...
Eu estava no capítulo 723, e agora não aparece mais, voltou para o 324. Já comprei muitos capítulos no Bee, não posso gastar mais. O suporte consegue me ajudar!...
Achei o capítulo q estava 723 e baixou tudo isso....
Eu estava no capítulo q a Ângela estava descobrindo sobre a Leila, q ela perguntou para Felipe se Angela tinha dado veneno para ela. Acho q era o capítulo 713 ou 720 algo assim...
Porm que vc não coloca no capítulo q estava antes, agora não lembro no q estava mas acho q era no 813, voltou muito para trás, já ficou sem graça, vou ter q parar de ler, que chato....
Estou no começo do livro ainda, acho que falta um pouco de romantismo, os pais dos gêmeos só brigam? Fica meio cansativo; ela devia ser mais inteligente e tentar conquistar o homem, mas só o espanta?....
Eu estava na.pagina 20 e agora voltou para a 9....
Ué o que está acontecendo? Voltou para trás a história?...
Agora deram pra repetir capítulos iniciais?! Que falta de respeitoco.os leitores!...