Ela precisava fazer com que a Família Mello viesse procurá-la!
Assim que ouviu isso, Nádia teve os olhos imediatamente iluminados e se levantou do sofá num pulo.
— Wilma, o que você disse é verdade?
— Mãe, eu ia te enganar com uma coisa dessas?
Nádia riu satisfeita.
— Que bom, que bom. Eu sabia que o Sérgio sempre gostou tanto de você, como poderia deixar de gostar de repente? Wilma, desta vez você tem que aproveitar a chance, não faça mais charminho, está ouvindo?
— Já entendi, mãe. Estou indo, o Sérgio está me esperando.
— Está bem, está bem. — Nádia, animada, acompanhou Wilma até a porta.
O lugar onde Sérgio marcou o encontro com Wilma era bastante afastado, como se não quisesse que ninguém soubesse que eles estavam se encontrando.
Wilma foi conduzida por um garçom até um reservado, uma sala de chá, onde Sérgio já a aguardava.
Wilma sentou-se em frente a Sérgio e colocou a bolsa de lado.
— Sérgio, por que você marcou comigo aqui? Este lugar é tão escondido, foi difícil de achar.
A iluminação do reservado era um tanto fraca, e por um instante, Wilma não percebeu o semblante sombrio de Sérgio, carregado de indignação.
— Você foi falar com a Zélia!
A voz fria de Sérgio ecoou, e o coração de Wilma disparou. Só então percebeu o olhar carregado de raiva no rosto dele.
Fora do campo de visão de Sérgio, Wilma apertou com força as coxas, tentando se acalmar.
— O que ela te disse?
Enquanto simulava chorar, cobrindo o rosto, um sorriso de desprezo surgiu discretamente em seus lábios.
— Chega!
No entanto, Sérgio bateu com força na mesa. As xícaras tremeram, o chá quente espirrou e o som do choque das porcelanas ecoou pelo ambiente.
Wilma ficou paralisada, sem reação, com o rosto completamente inexpressivo.
— Wilma, de onde você tirou coragem para dizer à Zélia que estamos juntos e que você está esperando um filho meu, hein?
Ele sempre gostou de Wilma, considerava-a seu primeiro amor, mas nunca tinha se declarado para ela.
Agora tudo estava claro: Wilma sabia do sentimento dele há muito tempo, mas fingia ignorar, mantendo-o sempre à distância, deliberadamente, deixando-o pendurado. O seu tão valorizado primeiro amor o tratava como um tolo — e só agora ele percebia isso!
Que absurdo!

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