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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 78

As duas trocaram mais algumas palavras e Clarice estava prestes a voltar para o próprio quarto.

— Clarice — chamou Luana.

— Mais alguma coisa?

— Se for possível, eu... não quero mais ver o Sr. Serpa — confessou ela. — Se nos encontrarmos no futuro e ele estiver presente, poderia me avisar antes, por favor?

Clarice mal tinha descoberto a alegria de torcer por aquele casal, e a própria protagonista já estava afundando o navio.

Ela forçou um sorriso: — Bem... Luana, às vezes há coisas que fogem do meu controle. O que posso dizer é que farei o meu melhor.

— Obrigada.

— Boa noite.

Luana não conseguiu dormir bem naquela noite.

O que aconteceu no iate lhe causou danos tanto psicológicos quanto físicos.

Antes mesmo que pudesse se recuperar daquele trauma, Luciano agiu daquela forma brutal.

Para piorar, as palavras rudes e a frieza descarada de Célia e Fausto transformaram a angústia em seu peito em ondas violentas, que a atingiam repetidas vezes, afogando-a e quase a sufocando.

Não sabia quanto tempo havia se passado. Talvez estivesse quase amanhecendo quando finalmente adormeceu, exausta.

Pareceu que não havia fechado os olhos por muito tempo quando foi despertada pelo toque estridente do celular.

Sua cabeça latejava pesadamente. O corpo não tinha um pingo de força.

Tateando em busca do aparelho, abriu os olhos com esforço e sentou-se na cama com dificuldade.

— Mãe... — ela atendeu, a voz soando áspera e rouca.

— Se você ainda me considera sua mãe, vá imediatamente à delegacia retirar aquela queixa! — A voz de Célia transbordava raiva. — Até onde você pretende ir com esse absurdo?

— Se ele concordar com o divórcio, eu retiro. — Luana não cederia. — Não há outra condição.

— Você é esposa dele! Você tem o dever conjugal de ceder, preciso mesmo desenhar isso para você? Os homens às vezes perdem a cabeça, não é normal? Por que só você faz esse escândalo e vai parar na delegacia? Você não tem vergonha na cara?

Se nem mesmo esse pingo existisse, ela despencaria no vazio para sempre.

E então, ela e eles... não teriam mais nada a ver um com o outro.

— Quer que tenhamos pena de você? Primeiro, olhe para as coisas que você fez! — O tom de Fausto carregava puro nojo. — Você quase nos matou de tanto ódio e ainda espera que tenhamos pena de você?

A sensação que atingiu Luana foi a de ter despencado do pico de uma montanha. Seu coração afundou em queda livre.

Uma dor cortante lhe rasgou o peito.

Ela disse em um sussurro:

— Sendo assim... considerem que não têm mais esta filha.

Fausto explodiu em fúria:

— O que você disse? Repita isso se tiver coragem!

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