Entrar Via

Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 61

Quando as três se encontraram e Clarice viu com os próprios olhos a forma como Bruna tratava Luana, ela finalmente percebeu que a amizade das duas era, de fato, muito profunda.

Bruna ainda estava em uma situação mais comum, já que sua família também era do ramo dos negócios.

O pai de Clarice, na verdade, não era empresário, mas, devido à relação com Ulisses, as duas cresceram inseridas no círculo da alta sociedade.

No mundo dos ricos, embora houvesse laços de fraternidade, a maioria das amizades era superficial, permeada por interesses, trocas de favores e intrigas.

Um sentimento tão puro como o daquelas duas era uma raridade preciosa.

Luana ergueu a xícara de chá e dirigiu-se a Clarice:

— Clarice, eu já não tenho uma boa tolerância ao álcool e não pretendo mais beber. Hoje, uso o chá no lugar do vinho para fazer um brinde a você.

— Ah, não precisa disso — Clarice também ergueu sua xícara. — Que história é essa de brinde formal? E não precisa me tratar com tanta formalidade. Você é amiga da Bruna, então também é como uma irmã mais nova para mim. Sinto muito por não ter conseguido te ajudar com o que aconteceu dessa vez.

— Clarice, não diga isso. Aquilo foi um mal-entendido, e mesmo que não fosse... sua postura e seu profissionalismo já me ajudaram imensamente. Sou muito grata.

— Ai, ai! — Bruna também ergueu a xícara, brindando com as duas. — Parem com tanta cerimônia, vocês duas! Uma é minha irmã de sangue, a outra é minha melhor amiga. São as pessoas mais importantes da minha vida. Vamos, bebam logo, porque depois dessa xícara, somos todas da mesma família!

Clarice olhou para Luana com um sorriso:

— Combinado. A partir de hoje, a Luana também é minha irmãzinha.

— Obrigada, Clarice.

Enquanto as três conversavam, o celular de Clarice tocou. Ela o pegou, deu uma olhada na tela e, instintivamente, desviou o olhar para Luana.

Luana estava servindo um pouco de comida para Bruna, com um sorriso genuíno no rosto.

Clarice se levantou:

— Vou atender a uma ligação.

Muitos dos trabalhos de Clarice envolviam acordos de confidencialidade, então Bruna já estava acostumada:

— Vai lá, vai lá.

Clarice só atendeu quando já estava do lado de fora da sala privativa:

— Que milagre. Por que está me ligando hoje?

Ulisses foi direto ao ponto:

— Onde vocês estão comendo?

Clarice imediatamente sentiu que havia algo no ar:

Sério, calculista e de uma profundidade insondável, mas sempre mantendo uma distância segura das mulheres.

No mundo dele, parecia haver apenas duas coisas: trabalho e ganhar dinheiro.

E agora, de repente, ele demonstrava interesse por Luana.

O que exatamente ele estava querendo?

E ainda por cima jogou o problema para ela, exigindo que inventasse uma desculpa plausível.

Como ela iria explicar isso para Luana?

Ao voltar para a sala privativa, Bruna acenou com a mão:

— Irmã, vem provar isso aqui, tá uma delícia!

Clarice sentou-se com um sorriso, conversou um pouco com elas, enquanto ensaiava mentalmente como tocaria no assunto.

Com medo de que Ulisses chegasse a qualquer momento, ela não teve escolha a não ser tomar coragem:

— Luana, preciso te avisar uma coisa. O Ulisses está vindo para cá.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata