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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 55

Luana ainda nem havia chegado em casa quando recebeu uma ligação de Adriana.

Assim que atendeu, foi bombardeada por um interrogatório afiado.

— Você foi na casa dos nossos pais? O que diabos você disse a eles? — O tom de Adriana era estridente, carregado de censura. — Eu estou no exterior, e se você não cumpre com o seu papel de filha para honrá-los, pelo menos não vá infernizar a vida deles!

Luana respondeu: — Eu apenas disse que vou me divorciar. Não disse mais nada.

— E por que você teve que levar um problema desses para aborrecê-los? — A insatisfação de Adriana era palpável. — O Luciano é um homem excelente. Que motivo você tem para reclamar dele? Você diz que ele não a ama. Então por que não se esforça para se tornar alguém melhor, digna de ser amada por ele? Mesmo que algo ruim tenha acontecido e você se sinta inferior, esse é mais um motivo para não pedir o divórcio!

Luana constatou o óbvio: lobos da mesma matilha caçam juntos.

Em muitos aspectos, Adriana era o reflexo exato do casal Lima.

Após tantos anos, Luana ainda não havia aprendido aquela arte sutil de rebaixar e manipular o outro com tanta naturalidade.

— Fui eu quem não esteve à altura dele. Não quero mais ser um estorvo na vida dele, pode ser? — retrucou Luana. — Sim, eu sou insegura, não sou boa o suficiente, eu admito.

— Então é aí que você tem que se agarrar a ele com unhas e dentes!

Adriana estava à beira de um ataque de nervos.

O seu próprio romance estava prestes a decolar, e neste momento crucial, ela não permitiria que a família cometesse um único deslize.

Afinal, em breve ela se casaria com um homem de poder e dinheiro.

Se o escândalo de uma irmã divorciada chegasse aos ouvidos da alta sociedade, o dano à sua reputação seria catastrófico.

Ulisses havia mandado uma mensagem para ela perguntando sobre a tal declaração amorosa que ela recebera.

Na verdade, ninguém tinha se declarado coisa nenhuma.

Ela apenas usara essa artimanha para provocar Ulisses, forçando-o a rasgar de vez o véu que separava a relação dos dois.

Adriana engasgou. Por um breve instante, as palavras faltaram.

Mas ela logo se recompôs: — Já falei que o Luciano só fez aquilo porque estava encurralado! Por que você insiste em bater na mesma tecla? Tá, você dormiu com outro cara e talvez seja difícil engolir essa humilhação para si mesma. Mas se o próprio Luciano não se importa com isso, você não tem o direito de ser tão sensível.

Luana rebateu: — Antigamente, eu sempre ouvia as pessoas dizerem que falar é fácil quando não é você quem sente a dor. Hoje, entendo perfeitamente o significado disso. Se você estivesse no meu lugar, teria perdoado ele com essa facilidade absurda?

— Isso é uma hipótese ridícula, porque jamais aconteceria comigo! Qual o sentido de inventar cenários absurdos? Sim, o que o Luciano fez não foi certo, mas você vai me dizer que é isenta de qualquer culpa?

Uma risada amarga escapou dos lábios de Luana: — Sou a vítima da história. Qual exatamente foi o meu erro?

— Se você tivesse se esforçado um milímetro a mais, se fosse um pouquinho melhor e tivesse feito o Luciano se apaixonar por você, ele jamais a teria oferecido a outro sem pensar duas vezes quando a crise apertou.

— Muito bem. Eu me rendo. Eu admito que não sou excelente — disse Luana, cansada. — Mas ele não é louco por você? Já que você o coloca num pedestal tão alto, assim que eu me divorciar, fiquem juntos.

— Que tipo de atrocidade você está falando?! — Adriana quase explodiu de raiva. — O que as pessoas vão pensar de mim se ouvirem uma barbaridade dessas? Mesmo que eu gostasse dele, eu nunca seria o monstro que rouba o marido da própria irmã. Se eu quisesse isso, não teria saído do país anos atrás!

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