Fausto Lima e Célia eram professores universitários.
Como a carga de trabalho de ambos não era exaustiva, na hora em que Luana chegou, eles já se preparavam para o jantar.
— Luana chegou? — Fausto sorriu ao abrir a porta. — Veio na hora certa para jantar com a gente.
Célia, que servia a sopa, esticou o pescoço da cozinha e comentou: — Como arrumou tempo para nos visitar hoje?
O tom dela era levemente ríspido.
Luana sabia o motivo daquela irritação: a recusa inicial em fazer a colcha para Adriana Lima, por causa da competição.
Mesmo tendo feito o trabalho depois, Célia continuava insatisfeita.
Acusando-a de não se importar com a irmã.
— Pai, mãe — Luana os cumprimentou. — Vim porque preciso conversar com vocês sobre um assunto.
— O que quer que seja, falamos enquanto comemos — disse Fausto.
Luana sabia que, se mencionasse o divórcio agora, o jantar acabaria ali.
— Vamos comer primeiro. Deixo o assunto para depois — ela apressou-se em pegar a tigela das mãos da mãe adotiva. — Deixa que eu sirvo.
Na mesa de jantar, o único tópico de Célia era Adriana.
— Falta pouco mais de um mês para o Ano Novo, não sei se a Adriana vai conseguir voltar.
— Só saberemos quando chegar a hora, não adianta sofrer por antecipação — rebateu Fausto. — Pare de se preocupar tanto.
— E como eu não vou me preocupar? Ela é uma garota, sozinha, atravessando o oceano para estudar tão longe — Célia lançou um olhar acusatório para Luana. — Se não fosse por você, sua irmã não teria ido para o outro lado do mundo!
Luana baixou a cabeça e continuou mastigando, em silêncio.
Fausto suspirou: — Já chega. Isso é passado, para que desenterrar isso agora?
Célia retrucou: — Só estou lembrando a ela que a irmã abriu mão da própria felicidade e foi embora por causa dela. Senão, acha mesmo que, com o nível dela, teria conseguido se casar com o Luciano?
Fausto interveio: — O Luciano é um bom partido, mas a Luana também tem as qualidades dela.
Célia bateu os talheres com força na mesa: — Você quer me tirar do sério de propósito, é isso?
O tom cordial de antes desaparecera, dando lugar a uma repreensão severa.
Luana secou as mãos no pano de prato e olhou para os dois: — É verdade. Eu vou me divorciar.
— Olha só o nível de decadência dessa sociedade atual! Vocês, jovens, jogam a palavra divórcio para o ar por qualquer coisinha. O que é isso, casamento virou brincadeira de criança? — indignou-se Célia.
— Exatamente — concordou Fausto. — Não se pode agir por impulso. Imagina a vergonha que vai ser quando os outros souberem de um divórcio na nossa família.
Luana já esperava por esse tipo de reação.
Sabia que não lhe dariam apoio.
E o pior: nenhum dos dois fez a menor menção de perguntar o motivo por trás daquela decisão.
Ela deu um sorriso amargo: — Vocês nem sequer vão me perguntar por que eu quero o divórcio?
Fausto rebateu: — Isso é o de menos. O que importa é se vocês estão se esforçando para manter a relação. Brigas e desentendimentos não são o pão de cada dia de um casal? Sua mãe e eu também brigamos, e não estamos juntos a vida inteira?
— Para mim, você perdeu o juízo! — atacou Célia. — Nas condições em que o Luciano está, você devia era dar graças a Deus todos os dias por ter casado com ele!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...