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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 50

A pesada porta de segurança, no entanto, foi bloqueada no meio do caminho.

Luana ergueu os olhos e viu o braço robusto do guarda-costas de Ulisses apoiado na porta.

Dizia-se que, quando Ulisses saía, era acompanhado por pelo menos oito guarda-costas.

Quatro às claras e quatro nas sombras.

Ele era um homem poderoso, inatingível. Tentar derrubá-lo era, sem dúvida, um esforço inútil, como uma formiga tentando parar um trem.

— Sr. Serpa. — Luana olhou para ele com um olhar frio. — O que o senhor quer? Invadir um domicílio?

— Conversar. — Ulisses baixou os olhos para ela. — Sobre o que aconteceu no iate.

O corpo de Luana não pôde evitar um tremor, uma reação instintiva causada pelo medo e pela náusea que a invadiram simultaneamente.

Ela lutou para reprimir a vontade de vomitar, seu rosto ficando ainda mais pálido. — O Sr. Serpa acha que a humilhação no iate não foi o suficiente?

— Creio que você interpretou mal...

— Interpretei mal? — O olhar de Luana carregava ressentimento. — Por acaso o Sr. Serpa não abusou de mim?

Ulisses não queria discutir a intimidade e a honra dela na frente dos guarda-costas.

Ele perguntou:

— Posso entrar? Garanto que levará apenas alguns minutos. Precisamos de um espaço privado para conversar sobre isso.

— Não. — Luana virou o rosto, recusando-se a olhar para ele por mais um segundo sequer. — Se vocês não forem embora agora, eu chamarei a polícia.

— É bom saber que você defende os seus direitos. — Ulisses olhou para ela, sentindo uma pontada de compaixão e aperto no coração. — Se ter a polícia por perto fará você se sentir mais segura, pode ligar agora.

Em apenas um dia, ela estava muito mais abatida.

Luana olhou para ele bruscamente.

O olhar de Ulisses não vacilou:

— Pode confiar em mim agora?

— Você está me dizendo para chamar a polícia? — Luana deu um sorriso autodepreciativo. — Claro. Por que alguém como você teria medo da polícia?

Era ridículo.

Ela ainda tinha a ilusão de usar a lei para proteger seus direitos.

Mas a realidade acabava de lhe dar um tapa na cara.

Diante de Ulisses, que direitos ela tinha para reivindicar?

As leis existiam apenas para servi-lo.

Ulisses sentiu uma certa impotência.

No entanto, pela expressão dela, parecia que ele havia cometido um crime imperdoável contra ela.

Será que ela... não conseguia perceber se havia ou não ocorrido uma relação íntima de fato?

Se ele realmente tivesse consumado o ato, como ela poderia ter saído do iate com tanta facilidade?

O mais provável é que sequer tivesse forças para sair da cama.

Ao pensar nessa imagem, os olhos de Ulisses escureceram com uma profundidade insondável.

Luana não conseguiu vomitar nada. Quando saiu do banheiro, seu rosto estava tão branco quanto uma folha de papel.

Ulisses quebrou o silêncio:

— O que há de errado com você? Precisa que eu a leve ao hospital?

Luana sentou-se no sofá, exausta, sem a menor vontade de pronunciar uma única palavra.

Ulisses decidiu que a prioridade absoluta era esclarecer aquele mal-entendido.

Ele declarou:

— Nada aconteceu naquele iate. Luana, além de abraçá-la e beijá-la, eu não fiz mais nada.

Luana ergueu a cabeça e olhou para ele bruscamente.

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