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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 456

Ulisses a tratava muito bem em todos os outros aspectos, sempre obedecendo ao que ela dizia, mas quando se tratava daquele assunto em específico, Luana não tinha nenhuma voz ativa.

Mas, para ser honesta, Luana também aproveitava muito, o único problema era que sua energia física não acompanhava.

Além disso, ela achava que o exagero e a falta de moderação dele poderiam fazer mal à saúde, não é?

Ela pesquisou discretamente na internet, mas as respostas eram das mais diversas.

Alguns diziam que fazer demais prejudicava o corpo, outros afirmavam que dependia da resistência de cada pessoa.

No fim das contas, o histórico do seu navegador acabou sendo descoberto por Ulisses, que riu até não aguentar mais.

Luana ficou vermelha de raiva e decidiu parar de falar com ele.

A vida amorosa dos dois era doce e feliz.

Fora o fato de que Luana passava alguns dias por semana sem conseguir sair da cama, ela não tinha mais nenhuma preocupação.

A família Lima não havia entrado em contato. No Feriado de Corpus Christi, Luana comprou alguns presentes e foi visitá-los, apenas para descobrir que não havia ninguém em casa.

Ao perguntar aos vizinhos, soube que Fausto e Célia haviam pedido aposentadoria antecipada e se mudado com Adriana para outra cidade.

O vizinho a olhou com estranheza:

— Você não sabia?

Luana sorriu de leve, sem saber o que dizer.

Ela conseguia entender. Célia foi obcecada pela aparência e pelo status a vida toda, e depois do grande vexame de Adriana, ela com certeza se sentia humilhada demais para encarar as pessoas na escola.

Sempre que andava pelo bairro, Célia mantinha aquela postura de superioridade.

Agora, naturalmente, ela não tinha mais cara para viver ali.

Luana não sabia exatamente o que sentia.

Mesmo que a atitude daquela família de três tivesse sido terrível com ela, nunca a tratando verdadeiramente como alguém da família...

No fundo, em algum momento, Luana ainda nutria uma pontinha de esperança neles.

Mas agora... ela só esperava que, através dessa lição, eles pudessem colocar os pés no chão e deixar a vaidade cega de lado.

Ulisses segurou sua mão:

— Vamos embora.

Enquanto Luana andava até o carro, ela de repente notou uma loja de conveniência perto dali.

— O sorvete deles é maravilhoso — comentou ela.

O sol estava forte, e Ulisses não queria que ela ficasse sob o calor:

— Me espere aqui, eu vou lá comprar.

Depois de dizer isso, deu passos largos na direção da loja.

Os cantos dos lábios de Luana se curvaram em um sorriso.

— Luana?

Ela olhou na direção da voz, surpresa:

— Luciano?

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