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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 25

Em toda a sua vida, Ulisses nunca havia sido colocado em uma posição tão extrema e desconcertante.

Era a primeira vez que uma mulher se aproximava tanto de seu espaço pessoal. E, mais do que isso, ousava tocá-lo.

Os dedos finos e pálidos dela apertavam seu pulso. Mesmo através da manga impecável da camisa de grife, ele conseguia sentir o calor abrasador que irradiava da palma da mão dela.

O pomo de adão de Ulisses oscilou lentamente, a respiração contida pela força da vontade. Ele repousou sua mão grande e firme sobre os dedos dela, hesitando por uma fração de segundo antes de apertar o pulso delicado da mulher, obrigando-a a soltá-lo.

Ele mediu a força para não machucá-la, mas essa leveza foi o suficiente para permitir que Luana aproveitasse a brecha e se aproximasse ainda mais.

O corpo dela queimava em um incêndio químico. Onde quer que ela tocasse em Ulisses, encontrava uma superfície fresca e reconfortante.

A mente de Luana já não existia. A razão havia sido obliterada pela droga, deixando apenas os instintos mais primitivos e desesperados operando no vazio. Para ela, a frieza que emanava do corpo rígido do homem era o único antídoto capaz de salvá-la.

Ignorando o mundo ao redor, ela se agarrou a ele, soltando um suspiro trêmulo de alívio.

Mas não era o suficiente. Nunca era o suficiente.

O fogo em suas veias a consumia por dentro, deixando sua garganta seca e a pele latejando. E nas profundezas desse tormento, um desejo cru e avassalador, diferente de tudo que ela já havia experimentado em seus anos de isolamento, começava a despertar.

Ela não entendia o que estava acontecendo, não sabia como reagir. Cada movimento seu era puro instinto impulsionado pelo desespero.

Ulisses convocou até a última gota de sua lendária disciplina para separar o corpo dela do seu.

Seu cabelo estava bagunçado. A camisa, antes perfeitamente alinhada, agora estava amarrotada. Era como se ele mesmo estivesse prestes a entrar em combustão.

A respiração do homem estava pesada. Com movimentos rápidos e secos, ele a cobriu novamente com o edredom, inclinando o próprio peso sobre ela para mantê-la imóvel.

A imposição física da postura do homem conseguiu, momentaneamente, contê-la. Luana não conseguia se mexer, mas a agonia da droga a forçava a se contorcer sob ele. De seus lábios escapavam gemidos curtos, um som febril que balançava perigosamente a racionalidade de qualquer homem vivo.

Ulisses sentiu a sanidade por um fio.

A tensão em seu corpo atingia o limite absoluto, mas ele estava paralisado por suas próprias convicções. Ele não podia ceder.

Como se a situação já não fosse tortuosa o bastante, a mulher debaixo dele parecia determinada a testar os pilares do seu autocontrole, emitindo murmúrios que faziam o sangue ferver em suas veias.

Capítulo 25 1

Capítulo 25 2

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