Luana soltou-se num puxão brusco:
— Não toque em mim!
No meio de tanta gente, ela imaginava que o homem jamais ousaria passar dos limites.
Mas ela subestimara o quão cego de luxúria um homem podia ficar.
Kléber esfregou a ponta dos dedos, como se a textura macia da pele dela ainda estivesse ali impregnada.
Ele sorriu de canto:
— Então é uma pimentinha. Confesso que gostei ainda mais. Mas veja bem, eu nunca forço a barra com ninguém. Luana, não é? A gente se vê mais tarde.
Ele deu meia-volta e saiu. Luana soltou um longo suspiro de alívio, ainda trêmula pelo que ocorrera.
Luciano não havia ido muito longe, e Kléber logo o avistou.
— Sr. Kléber! — Luciano correu ao seu encontro, o rosto coberto de bajulação. — A mulher lá de casa não tem modos. Se ela ofendeu o senhor de alguma forma, peço desculpas. Por favor, em consideração a mim...
— Quem você pensa que é para ter alguma consideração vinda de mim? — Kléber zombou com frieza. — Sua esposa não tem modos, e você, pelo visto, também não entende porra nenhuma, não é?
— O senhor tem toda razão!
Apesar do frio, as costas de Luciano já estavam empapadas de suor frio.
Embora carregasse o sobrenome Serpa, ele não tinha o direito de sequer cruzar os portões da residência principal da família durante as festividades.
Como poderia ousar ofender o jovem mestre da família Pires?
— Este é o cartão do meu quarto. — Kléber estendeu o pedaço de plástico para ele. — Dentro de uma hora, entregue sua esposa no meu quarto.
Luciano sentiu um sobressalto de choque.
Ele já tinha ouvido falar das peripécias amorosas de Kléber, mas não esperava que o sujeito fosse tão descarado e isento de qualquer escrúpulo.
— Sr. Kléber, a minha esposa...
— O que foi, você não concorda?
A paciência de Kléber já estava completamente esgotada. Na frente de uma mulher bonita ele ainda forçava um sorriso, mas ao ver a hesitação de Luciano, a vontade era de lhe dar um chute.
Luciano limpou o suor da testa.
Ele não amava Luana, mas também não imaginava que Kléber pediria a mulher dele com todas as letras.
Diante daquela reação, Kléber soltou um riso gélido.
— Preciso lembrar o que acontece com quem cruza o meu caminho?
O coração de Luciano batia descompassado.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...