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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 13

O comprimento total da embarcação chegava a quase duzentos metros, com uma largura entre trinta e quarenta metros e um deslocamento de quase vinte mil toneladas.

O iate contava com dois helipontos, um hangar para submarinos e lanchas de alta velocidade, além de suítes para hóspedes, restaurantes sofisticados e até um enorme aquário.

No quesito segurança, era equipado com sistemas de detecção de mísseis, vidros blindados e um escudo a laser capaz de detectar e bloquear automaticamente as lentes de qualquer câmera fotográfica.

Não era à toa que o chamavam de superiate.

Em comparação às mulheres, os homens parecem carregar no sangue um desejo intrínseco de conquistar o oceano.

Diante de uma embarcação de elite mundial como aquela, os olhos de Luciano brilharam de cobiça.

— Quando é que eu vou poder ter um iate desses? — murmurou ele, cheio de inveja.

— Está na hora de embarcar — lembrou Luana, o tom distante.

Para subir a bordo, era necessário passar por três rigorosos níveis de segurança.

A primeira barreira era a apresentação do convite.

Quem não tivesse o nome na lista era educadamente, porém firmemente, escoltado para fora por seguranças.

O segundo filtro avaliava a adequação dos trajes.

Aos que não estavam vestidos com o rigor exigido: desculpe, entrada proibida.

O último obstáculo exigia que todos entregassem voluntariamente quaisquer objetos cortantes e materiais inflamáveis.

Assim como em voos comerciais, isqueiros eram estritamente proibidos.

Luciano ficou incrédulo:

— Vocês estão me dizendo que não se pode fumar no iate?

O funcionário respondeu com uma polidez impecável:

— Olá, senhor. Sim, somos um iate totalmente livre de fumo. Proteger o meio ambiente é um dever de todos.

Luciano teve vontade de disparar uma enxurrada de palavrões.

Que palhaçada era essa de "proteger o meio ambiente é um dever de todos"?

Ele nunca tinha ouvido falar de uma festa onde era proibido fumar.

Mas, ao lembrar de quem era o anfitrião, engoliu as palavras no mesmo instante.

Se as regras eram ditadas por Ulisses, quem ousaria questionar?

Após passarem pelos três postos de segurança, os dois finalmente puderam adentrar a área principal.

Lindomar estava ocupado recepcionando os convidados.

A família Serpa era imensa, com ramificações tão distantes que se perdiam nas gerações.

Mas Luciano era um dos membros periféricos que havia conseguido algum destaque.

Lindomar já o havia encontrado umas duas vezes.

Involuntariamente, seus olhos recaíram sobre a mulher ao lado de Luciano.

Ela vestia um longo vestido azul-escuro, de corte simples, mas incrivelmente sofisticado, com um decote ombro a ombro.

Os cabelos estavam totalmente presos em um coque elegante, revelando um pescoço de cisne esguio e impecável.

O caimento perfeito do tecido desenhava as curvas sinuosas e esculturais de seu corpo.

Especialmente aquela cintura... tão fina e delicada que parecia poder ser envolvida por duas mãos.

Lindomar podia ser considerado um homem que já vira inúmeras mulheres belas na vida, mas, ao observar o rosto de Luana, não pôde deixar de se sentir maravilhado.

A pele dela era de uma lisura perfeita e, sob o contraste do azul profundo do vestido, parecia ser tão branca a ponto de emitir um brilho próprio.

A maquiagem era levíssima, mas cada traço do seu rosto fora desenhado na medida exata; ela não precisava de adornos exagerados para exalar beleza.

Ela estava ali parada, esguia e serena, o rosto desprovido de qualquer emoção excessiva, em uma postura que não era nem submissa, nem arrogante.

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