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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 11

Luana passou dois dias costurando duas colchas para Adriana.

Na verdade, nos dias de hoje, podia-se comprar qualquer tipo de colcha.

Mas Adriana vivia dizendo que as colchas feitas por Luana eram diferentes das compradas: eram quentes, leves e tinham cheiro de lar.

Quando Célia ouviu isso, descartou imediatamente a ideia de comprá-las, decretando com naturalidade opressora que Luana deveria fazer colchas para Adriana todos os anos dali para a frente.

Luana olhou para as colchas prontas e um sorriso amargo curvou os cantos de seus lábios.

Como seria bom se... Adriana fosse realmente sua irmã.

Como seria bom se Adriana não a odiasse.

Desde que Adriana havia retornado, seus pais haviam mudado e seus amigos haviam se afastado.

Todos achavam que ela havia ganhado uma irmã mais velha, e que essa irmã a tratava incrivelmente bem, enquanto os pais adotivos continuavam a amá-la como antes.

Diziam que ela tinha muita sorte na vida.

Mas só agora ela entendia que, desde o dia em que Adriana voltou, ela havia perdido o seu lar.

Aquelas duas colchas... seriam as últimas que ela faria.

No caminho de volta, após entregar as peças, Luana recebeu uma ligação de Luciano.

— Venha comigo a uma festa no sábado à tarde, em um iate — disse Luciano com desdém. — E trate de se arrumar direito, ouviu bem?

— Eu não vou.

— Luana, qual é o seu problema nesses últimos dias? Se está tentando chamar a minha atenção com esse joguinho, parabéns, você conseguiu. Já está satisfeita? — A voz dele destilava uma impaciência cruel e superior.

Quando você se importa com alguém, cada palavra dita por essa pessoa pode se tornar uma arma para feri-la.

Mas, quando você deixa de se importar, não passa do latido de um cão raivoso.

Pela primeira vez, Luana sentiu que abrir mão daquele relacionamento trazia uma leveza imensa, libertando-a de um sufoco que a asfixiava há anos.

— Pense o que quiser — respondeu ela, a voz frágil, porém firme. — Luciano, quando eu falei em divórcio, não estava brincando.

Ela desligou o telefone assim que terminou de falar.

Primeiro, precisava deixar sua postura bem clara para Luciano.

Em seguida, teria que convencer Célia e o marido.

Mas, no momento, sua prioridade era o concurso no qual havia se inscrito recentemente.

Quando o concurso acabasse, ela procuraria os pais para uma conversa definitiva.

Embora eles dessem muito valor às aparências, se ela insistisse no divórcio, deveriam respeitar a sua decisão.

A inspiração fluiu como uma nascente, e o lápis deslizou pelo papel com precisão.

O celular estava no silencioso. A tela acendeu várias vezes com chamadas, mas ela não percebeu nenhuma.

Adriana quase jogou o celular longe de tanta raiva por não conseguir falar com Luana.

Luciano havia ligado para ela novamente, dizendo que Luana voltara a falar em divórcio e que não parecia estar brincando, perguntando o que ele deveria fazer.

O que fazer? Como ela iria saber o que fazer?!

Como esse homem podia ser tão inútil a ponto de não conseguir controlar nem a Luana?!

Neste momento, Adriana sentia-se imensamente grata por ter manipulado as coisas para que Luciano se casasse com Luana no passado.

Caso contrário, aquele traste estaria no seu pé.

Ela jamais se rebaixaria a um homem como ele!

O homem em quem ela havia colocado os olhos era...

Enquanto pensava nisso, o celular emitiu um bipe.

Ela o pegou rapidamente.

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