Entrar Via

Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 1

Quem ousaria acreditar que Luana Lima, casada há três anos, ainda era virgem?

Luciano Serpa, embriagado e com uma força desmedida, prensou-a contra a parede gélida.

Ele agarrou o queixo dela, forçando-a a erguer o rosto e encará-lo.

— Quer que eu te beije? — as palavras de Luciano transbordavam escárnio. — Pois fique sabendo que isso é impossível! Eu nunca, em toda a minha vida, vou encostar um dedo em você!

Luana já nem sabia quantas vezes havia escutado aquelas palavras.

— Luana, você é tão... — ele se aproximou do ouvido dela, sussurrando com asco: — Baixa. Eu te trato como lixo, e ainda assim você rasteja por mim.

Luana apertou os olhos com força, os cílios trêmulos.

Não era a primeira vez que ele a humilhava verbalmente.

O coração dela já deveria ter morrido há muito tempo.

Mas, nas profundezas do seu corpo, a dor ainda pulsava. Vinha como as ondas do mar, golpeando-a implacavelmente, repetidas vezes.

Dizem que a antiga tortura da morte por mil cortes exigia que a vítima fosse retalhada três mil, trezentas e cinquenta e sete vezes.

Mas o dano que Luciano lhe causava era ainda mais excruciante do que isso.

Era como se cada célula do seu corpo sentisse aquela dor, sem ter para onde fugir.

E não era apenas por ele não amá-la.

O mais devastador era ter enxergado a realidade, arrependendo-se amargamente de tudo o que havia feito.

Ela nunca deveria ter alimentado a ilusão de que seria capaz de aquecer o coração daquele homem.

— Que direito você tem de chorar, Luana? Tudo isso é o que você me deve!

Ele finalmente a soltou, arrancou a gravata de qualquer jeito e entrou no banheiro.

O corpo de Luana escorregou pela parede até que ela desabou no chão, abraçando os próprios joelhos em total desamparo.

Escondeu o rosto entre as pernas, e as lágrimas encharcaram silenciosamente o tecido do seu pijama.

Fazia três anos que havia se casado com Luciano, e três anos que suportava aquele tormento.

O calor e o cuidado que ele lhe dedicara no passado pareciam um sonho distante, dissipado como fumaça.

O que restou foi apenas uma amargura infinita e sufocante.

Luana ficou olhando fixamente para a tela do celular. O nariz ardeu, e uma lágrima pesada caiu, espatifando-se nas costas da sua mão.

Ela fungou, respirou fundo novamente e enviou uma mensagem para Adriana Lima.

Adriana era sua irmã mais velha, mas as duas não compartilhavam laços de sangue.

Luana era órfã, adotada aos dois anos de idade por Célia e o marido.

Só quando cresceu um pouco mais é que descobriu a verdade: o casal tinha uma filha biológica que havia desaparecido. Célia quase perdeu a vontade de viver na época, o que os levou a adotar Luana.

Mas, por um capricho do destino, quando Luana tinha seis anos, a verdadeira Adriana, então com oito, foi encontrada.

A partir daquele dia, a família Lima passou a ter duas filhas.

No entanto, uma era a carne e o sangue deles, recuperada após anos de agonia.

A outra era apenas uma criança do orfanato, sem nenhuma gota de sangue em comum.

Na balança do coração de Célia e do marido, o peso nunca foi igual.

Mas o que eles demonstravam — ou, pelo menos, o que faziam questão que os outros vissem — era que tratavam as duas filhas com absoluta igualdade.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata