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Desejo Ardente: Viciado Nela romance Capítulo 608

Casa Antiga de Alves。

No luminoso orquidário, Natália se aproximou com uma xícara de chá quente nas mãos, lançando um olhar para a tela de Fabiano.

“O que você está fazendo com a certidão de casamento?”

“Nada.” Fabiano retirou o cartão de Hugo e clicou em enviar, mantendo a expressão serena ao dizer “Só para me gabar um pouco.”

Natália achou graça.

Entendendo o que viu na foto do celular que Fabiano lhe passou, percebeu.

Gabriel estava perseguindo uma moça, foi até a casa paterna de Patrícia.

Ele realmente não desiste.

Natália suspirou, sem saber quando Patrícia finalmente aceitaria.

De repente, sentiu-se puxada pela cintura, acomodada no sofá com Fabiano, enquanto o sol adentrava pela janela, aquecendo o ambiente.

A expressão do homem era serena, gentil como água.

Seu contorno sob o sol parecia brilhar.

Natália, segurando a xícara, perguntou se ele gostaria de chá.

“Quero.”

Natália estendeu a xícara até ele “Quer provar?”

“Prefiro que você me dê.”

“Como assim?”

O olhar de Fabiano caiu sobre seus lábios, cheio de insinuações “O que você acha, Sra. Alves?”

Percebendo a sugestão, as orelhas de Natália ficaram em brasa.

Mais quentes que o chá em suas mãos.

Esse homem… aquele traço de insolência novamente à mostra.

Ela não o incentivava, posicionando a xícara contra o peito dele, afastando-os.

“Sr. Alves, estamos na casa antiga, por favor, controle-se.”

“Um beijo normal entre marido e mulher, para cultivar o afeto, expressar amor, isso é ser incontrolável?”

Ele falava com seriedade, como se fosse a coisa mais natural.

Natália estava prestes a morrer de vergonha.

“De qualquer forma, não é adequado.”

Natália forçou a xícara em suas mãos e levantou-se para fugir.

Desde a noite passada até esta manhã, ele já havia se excedido muitas vezes, e agora suas pernas ainda estavam um pouco doloridas.

De repente, sentiu que em certas coisas,

ela nunca seria capaz de satisfazer completamente Fabiano.

A resistência física desse homem era incrível.

Mal retornou à sala de estar, a campainha soou, indicando visitas.

Wilma foi atender.

Ao ouvir aquelas duas vozes familiares do lado de fora, Natália parou, surpresa e feliz

“tia Márcia, Valério Pinos? Como vieram parar aqui?”

Márcia Quadros, elegante num vestido tradicional, com os cabelos longos presos atrás da cabeça, revelando um rosto belo e gentil.

Ao seu lado, Valério, todo de preto, trazendo alguns presentes, apoiava-se despreocupadamente no batente da porta, com um charme despojado.

“Vim acompanhar minha mãe.”

Márcia, com os olhos um pouco avermelhados, ajeitou seu cabelo longo.

"Isso mesmo, querida."

Fabiano também ouviu o barulho e saiu do jardim de inverno.

De repente, a sala ficou cheia de vida.

Na entrada da escada, uma voz feminina preguiçosa e sonolenta ecoou.

"Que movimento é esse? Nem para me chamar quando chegam visitas."

Aquela voz...

Valério arregalou os ouvidos e levantou a cabeça para olhar em direção às escadas.

Sónia estava na metade da escada quando seus olhares se encontraram.

Seu coração parou abruptamente.

Ela virou-se rapidamente e correu escada acima, quase caindo.

"Me empolguei demais, vou voltar a dormir um pouco."

"Pare aí!"

Uma voz rouca e furiosa a interrompeu, chamando Sónia.

As têmporas de Sónia pulsavam com o susto enquanto ela se virava temerosamente para olhar Valério, cujos olhos pareciam quase incendiar com profundidade.

Ela forçou um sorriso e cumprimentou.

"O que foi?"

Valério estreitou os olhos. "Ontem à noite, no bar, insistindo em me beijar sem parar e não me soltando, não foi você?"

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