A impressão que Kyle tinha dela permaneceu a mesma desde o dia em que ela tinha jogado sopa nele há alguns dias atrás.
Enfurecida, flamboyante, como um gato agitado.
Ela não estava como está agora - de pé na beirada, de cabeça baixa, com um olhar preocupado, deixando de lado todas as suas arestas afiadas.
Sob o escrutínio de Kyle, Claudia conseguiu-se controlar seu desconforto e aborrecimento, falou docemente, "Eu quero pedir sua ajuda."
Kyle soltou um leve riso, cruzando suas pernas, retirando um cigarro da caixa, com um sorriso de sarcasmo no rosto.
"Claudia, que drama você está encenando hoje?"
Não muito longe, estava um jovem rico de segunda geração chamado Jeremiah, que parecia ter notado o comportamento incomum de Kyle com ela, então ele rapidamente se adiantou.
"Quem não gostaria de pedir ajuda ao Sr. Pablo? Senhorita, você pede ajuda sem sinceridade. Que tal acender um cigarro para o Sr. Pablo?"
Claudia foi empurrada para o lado de Kyle. Ele reclinou preguiçosamente contra a almofada.
Comparado a sua indiferença e contestação nos últimos dois anos, ele costumava ser mais educado e contido, nunca fumando na frente dela.
Um contraste gritante com sua aparência agora, com a gola da sua camisa desabotoada, revelando o peito, e a iluminação tênue do teto empresta um mistério mais profundo ao seu rosto, seu comportamento inflexível.
Claudia, segurando um isqueiro, encontrou o olhar intenso de Kyle, como se revelasse sua caprichosidade.
Sem se importar com a visão que Kyle tinha dela, Claudia levantou a perna, ajoelhando no sofá com um joelho, seu corpo se inclinando para a frente.
Assim como os status dela e de Kyle - ela só podia se humilhar.
A luz do fogo dançava no rosto bonito de Kyle, seus olhos abaixados, o canto da boca curvado num sorriso enigmático.
"Lembro-me de você dizer que mesmo se caísse do sétimo andar, não viria procurar minha ajuda."

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