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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 697

Ela não desviou dos olhos do Augusto em momento nenhum. A voz dela veio firme, com um corte seco:

— Você acredita no que ela disse? Se você acredita nela, então eu só amei o homem errado, enxerguei a pessoa errada. Aí eu vou embora.

O Augusto apertou a mão dela na mesma hora, com tanta força que parecia querer afundar nos ossos. Ele tinha demorado tanto para encontrar a Alice de novo que ele jamais admitiria perdê‑la outra vez.

Ele virou o rosto na direção da Mônica, que ainda se arrastava no chão. Nos olhos dele não existia nem sombra de pena, só a revolta brutal de quem tinha sido enganado por anos.

O Augusto ignorou completamente o choro e os gritos da Mônica. Ele ergueu a voz em direção à porta, chamando os seguranças:

— Levem a Mônica para a capela. Eu quero ela de joelhos, se arrependendo do que fez.

A mão da Alice, que descansava ao lado do corpo, se fechou devagar. Um brilho escuro, rápido e profundo, passou pelo olhar dela.

Só ajoelhar e “se arrepender”? Isso era pouco demais. Muito pouco.

Antes que ela pudesse ir mais longe nesses pensamentos, o Augusto puxou‑a para os braços dele, segurando com tanta força que parecia querer fundir os dois num só corpo. Ele repetiu, baixinho, várias vezes, como um homem que tinha saído de um pesadelo:

— Alice, eu não perdi você… Eu não perdi você…

A Alice não tentou se soltar. Ela deixou que ele a abraçasse, mas os olhos dela continuaram límpidos, frios, muito lúcidos.

Ela calculava, em silêncio, como iria fazer para que a Mônica, a Manuela e aquele homem que agora apertava‑a no peito pagassem um preço bem mais alto.

Ninguém sabia quanto tempo tinha passado até o Augusto finalmente afrouxar o abraço. Ele passou a ponta dos dedos pelo rosto dela, enxugando os vestígios de lágrimas, e falou com uma doçura quase improvável para um homem como ele:

— Alice, não vai embora de novo, por favor. Naquela época, eu casei com ela só para ter um filho, porque eu queria compensar em você a dor de não poder ser mãe. Alice, acredita em mim, eu nunca quis enganar você de propósito.

A Alice levantou os olhos, frios e lindos, e encarou‑o de frente, como se pudesse atravessar todas as defesas dele:

— Se hoje eu não tivesse ido até o seu casamento atrás de você, você ia mesmo casar com outra mulher?

As palavras deixaram o Augusto totalmente sem reação.

A Alice de antes era orgulhosa, fria, incapaz de admitir ciúme assim, na cara dura. Naquela época, os dois já tinham passado longos períodos em guerra silenciosa porque nenhum dos dois aceitava recuar.

Agora, ela mesma tinha jogado esse ciúme na mesa. Aquilo só podia significar uma coisa: ela ainda ligava para ele. Muito.

Uma alegria quase infantil subiu no peito do Augusto. Ele segurou a mão dela com força e declarou, com o olhar em chamas:

— Alice, o que aconteceu entre mim e a Débora não dá para resumir em duas frases. Mas, a partir do momento em que você voltou, você é tudo para mim. O resto não importa.

A Alice, no entanto, puxou devagar a própria mão de volta. O olhar dela continuou firme, límpido:

— Só que você ainda é marido dela. E eu não vou ser a outra. Isso, você nem precisa sonhar.

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