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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 683

Ninguém queria passar de novo pelo gosto amargo de ser enganado e trancado num hospital psiquiátrico.

Ele continuou:

— Alice, aquele dia eu percebi que você se importava com o Cláudio. Se a Débora soubesse que você é irmã de sangue dela, com certeza ela também ia querer que você fosse feliz.

A Alice interrompeu o movimento de abrir a porta e, em vez disso, perguntou:

— E você e a Débora? Você vai mesmo ficar olhando o Augusto enlouquecer e continuar destruindo a vida dela?

— Eu vou ajudar a Débora a entrar com o pedido de divórcio. A gente já tem o conjunto de provas amarrado, só falta você aceitar depor em juízo. — O Thiago respondeu, com a voz firme. — Quando o público souber tudo o que o Augusto fez, aquele jogo de manipular opinião pra prender a Débora não vai se sustentar. Vai ruir sozinho.

Uma onda de sentimentos confusos subiu do fundo do peito da Alice.

— Sr. Thiago, eu preciso voltar pro lado do Augusto. A minha irmã, a minha mãe e eu… Nós três fomos destruídas por ele.

A voz dela veio embargada, carregada de choro contido, mas cada palavra saiu cortante:

— A minha mãe morreu por causa dele. Me diz: uma conta dessas, como é que eu não vou cobrar? Se eu só me limitar a subir num tribunal e acabar com a reputação dele, isso é muito pouco. É castigo leve demais. Longe de ser suficiente.

Só naquele momento o Thiago entendeu que a volta da Alice pra perto do Augusto não era só por causa do Cláudio. Ela queria, em nome da mãe, da irmã e da mulher que ela tinha sido um dia, recuperar tudo o que lhes tinha sido tirado.

O Thiago sentiu um frio percorrer o corpo inteiro. Ele nunca teve vocação pra santo, muito menos pra mediador de desgraça alheia.

Se a Alice não fosse irmã de sangue da Débora, ele jamais teria passado do limite tantas vezes, oferecendo escolhas pra ela.

Mas agora que ela já tinha decidido o próprio destino, ele sabia que não tinha mais o direito de interferir.

Depois de agradecer, a Alice abriu a porta e desceu do carro.

Ela chamou um táxi e voltou pro lugar onde estava morando por enquanto, uma casa num condomínio discreto que pertencia à Glória, numa área mais afastada de Cidade H.

Assim que ela entrou, ela viu o Cláudio sentado no sofá da sala, com o rosto carregado de sombras.

A Alice parou seca na porta, surpresa. Antes que ela conseguisse entender por que ele estava daquele jeito, o Cláudio se levantou e veio direto na direção dela. Ele agarrou o pulso dela com tanta força que parecia querer esmagar os ossos dela.

A Alice foi praticamente arrastada por ele até o quarto. Em seguida, o som do trinco ecoou pelo silêncio — um “clic” seco, cortante.

O homem parado diante dela parecia tão diferente que o coração dela disparou de pavor.

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