Entrar Via

Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 678

Ela mesma não conseguia ser feliz e, por isso, cada palavra que ela dizia vinha certeira pra machucar o coração da Fabiana.

A Fabiana tremia de raiva, mas se segurava com todas as forças. Ela não ousava rebater uma única frase.

Foi nesse momento que o Augusto entrou em casa praticamente arrombando a porta. Um segundo antes, a Mônica ainda estava toda satisfeita, se achando a grande estrategista. No seguinte, o Augusto simplesmente a agarrou e puxou do sofá.

A força inesperada do Augusto fez a Mônica se desequilibrar. O susto percorreu pelo corpo inteiro dela, e até a voz saiu trêmula:

— Augusto? O que… O que aconteceu? Eu… Eu fiz alguma coisa errada?

No fundo dos olhos dela ainda havia o brilho maldoso de quem tinha acabado de humilhar a Fabiana. Em poucos segundos, porém, tudo aquilo se despedaçou, engolido pelo pânico.

O Augusto cravava os dedos no pulso dela. Os nós dos dedos dele ficaram brancos de tanta força. Ele puxou a Mônica pra bem perto, quase colando os dois corpos.

O peito dele subia e descia com violência. As veias dos olhos estavam ainda mais vermelhas do que tinham ficado no shopping. Ele encarou a Mônica sem piscar e, quando ele falou, cada sílaba saiu entre dentes:

— Você tem certeza de que a Alice morreu?

A sensação que a Mônica teve foi de que a cabeça dela tinha explodido. O coração dela disparou tão forte que ela quase sentiu que ele ia pular pela garganta.

Como assim? Por que o Augusto, do nada, estava perguntando aquilo? Será que ele tinha descoberto alguma coisa?

Ela engoliu o pânico com força, apertou as unhas contra a própria palma até doer e obrigou a si mesma a montar uma expressão de espanto magoado. A voz dela saiu fraca, tremida:

— Augusto, o que você tá dizendo? A minha irmã… Ela já se foi faz tempo. Naquela época, eu e a minha mãe levamos a Alice pessoalmente pro crematório. Como é que isso poderia estar errado?

— Mentira.

O Augusto só sabia, naquele momento, que era possível que a Alice estivesse viva. Ele não tinha prova concreta, não tinha rastro nenhum. Se ele tivesse algo mais sólido, se ele soubesse onde a Alice estava, ele não estaria ali discutindo. Ele já estaria vindo pra cima da Mônica pra destruir a vida dela.

Quando ela entendeu isso, o coração da Mônica, que tinha disparado, começou a desacelerar.

Ela encheu os olhos de lágrimas de propósito, como se estivesse sofrendo a maior das injustiças, e deixou a voz embargar:

— Como é que você consegue falar uma coisa dessas pra mim, Augusto? O que você quer, afinal? Você quer que eu mande abrir a urna da minha irmã, quer que eu tire as cinzas dela pra você olhar com os próprios olhos, é isso?

Ela fungou, os ombros tremendo de leve, e continuou, com um tom cheio de dor:

— Você tá é morrendo de saudade da minha irmã. Você pensa tanto nela, dia e noite, que começou a ver coisa onde elas não existem. Morto não volta, Augusto. Eu sei o quanto você amou a Alice, eu sei melhor do que ninguém. Mas isso não te dá o direito de me acusar assim, de me humilhar desse jeito. Ela era minha irmã por parte de pai. Eu sempre me agarrei a ela pra tudo. A minha mãe tratava ela como se fosse filha de sangue. Como é que a gente ia fazer mal pra ela? Como é que a gente ia brincar com a morte dela?

A Mônica escolhia cada frase com cuidado, puxando sempre pro lado da “irmãzinha devotada”, reforçando a imagem de família unida e amorosa que, por tanto tempo, ela mesma tinha ajudado a encenar na frente do Augusto.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle