— O que você está fazendo?
Ele me puxava com força, e eu tropeçava tentando acompanhá-lo. Meu pulso doía terrivelmente sob a pressão dos dedos dele.
Sem dizer mais nada, ele me empurrou para dentro do carro e pisou fundo no acelerador.
Eu não fazia ideia de onde ele queria me levar, mas, desde o momento em que decidi procurá-lo, já tinha desistido de qualquer resistência.
Encostei-me no banco, completamente exausta, como um peixe jogado sob o sol escaldante, incapaz até mesmo de abrir a boca para respirar. Apenas fechei os olhos e esperei pelo desfecho incerto que me aguardava.
O carro parou ao pé da montanha onde ficava a igreja.
Eu não perguntei nada, mas meu coração já estava em tumulto. Por que ele me trouxe aqui?
— Desça.
Ele jogou a ordem sem sequer me olhar e começou a subir o caminho íngreme.
Eu fiquei parada por um momento, olhando ao redor, sentindo meu corpo tremer levemente.
Aquele lugar me era tão familiar quanto doloroso. Na minha mente, a cena de Augusto subindo esses mesmos degraus, com o chão manchado de vermelho pelo sangue do meu filho, voltou como uma facada no peito.
Naquele dia, a tempestade era tão intensa, e foi aqui que o meu bebê me deixou, silenciosamente, para sempre.
Augusto deu alguns passos e, impaciente, virou-se para mim:
— O que você está esperando?
Meu corpo todo deu um sobressalto. Lutei para me recompor e comecei a segui-lo, um passo de cada vez.
Será que ele planejava me fazer repetir o que aconteceu da última vez? Me obrigar a subir de joelhos até o topo da montanha para expiar minha culpa por Alice?
Finalmente, chegamos ao topo. A igreja estava diante de nós, e ele me puxou com força até o altar.
Com um gesto brusco, ele me colocou de frente para o altar e disse:
— Você tem coragem de jurar diante de Deus? Jure que a morte da Alice não tem nada a ver com você. E, se estiver mentindo...
Ele fez uma pausa. Cada palavra que saiu da boca dele era como uma lâmina afiada:
— Que a alma do bebê que morreu há quatro anos jamais encontre descanso!
Eu o encarei, atônita, com os olhos arregalados. Meu sangue ferveu, subindo à cabeça em um instante, mas, no segundo seguinte, congelou como gelo e percorreu meu corpo em ondas gélidas.
Não importava se Laís era ou não o bebê que eu tinha perdido há quatro anos. O que importava é que aquela criança também era filho dele, o sangue dele!
Por um momento, esqueci completamente da presença de Augusto e falei com toda a gratidão que sentia.
O padre suspirou profundamente e disse:
— Que o Senhor tenha piedade... Este lugar deveria ser um refúgio de consolo e salvação. Mas, naquele dia, seu bebê perdeu a vida aqui de forma tão injusta. Sempre que me lembro disso, oro por aquela pequena alma, confiando-a ao Senhor.
De repente, Augusto interrompeu:
— Padre Osvaldo, o senhor... O senhor mencionou um bebê? Que bebê?
Padre Osvaldo olhou para mim e depois para ele, com uma expressão de leve confusão, antes de perguntar:
— Qual é a sua relação com esta senhora?
Augusto hesitou por um momento e respondeu, com a voz baixa:
— Ela é minha esposa.
O padre pareceu entender tudo de repente. Ele balançou a cabeça, surpreso, e disse:
— Então você não sabia? No mês passado, sua esposa perdeu o bebê aqui na igreja, ajoelhada sob a chuva. Se não fosse por um dos funcionários que limpam a igreja tê-la encontrado a tempo, teria sido uma tragédia ainda maior!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
So o meu ou de vocês também tão com capítulo recortado ? Tipo está em uma situação e no outro capítulo muda o cenário sem contexto nenhum...
A autora podia voltar a liberar 5 capitulos por.dia.Estou curiosa para saber do Thiago...
Que legal achar que exite um motivo que justifique uma agressão,...
Alguem chegou no cap 830? Fiquei bem chateada. A autora que me desculpe, mas o Deborah ja sofreu demais, por mim. Ja podia dar o fim da historia...
Débora para de ser sonsa,reage mulher.....
Débora tá muito mosca morta,tem que reagir e para com essas atitudes infantis tá ficando cansativo já.....
Sério desculpe autora sua escrita é até boa pq a história prende, mas tem que saber a hr de parar... e tbm fazer uns homens mas maduros nesse enredo aí.Tds os relacionamentos do livro são tóxicos a ponto de achar que não terá um final muito bom cara... Acho que o único melhorando na história é o Mathias, isso pq não teve capítulo de interação sobre o relacionamento dele e da Nathalia. Pq pelo que vi nenhum aí tá prestando. Td gira em torno de traição e usar as mulheres......
Alguém sabe me dizer se a Débora ficou com o Tiago pq sinceramente eu já não consigo prever o desfecho e to ficando nervosa...
Alguém tem capítulos após o 796 pra ler ? Aqui ainda não liberaram de forma gratuita pra mim após esses...
Não o que é pior,a Débora ta pior que curva de rio,só se lasca. Na história eu imagino o Augusto um homem irresistível e casaste do tipo que infelizmente as mulheres gostam.Ja o Tiago é tipo come quieto. Kkk Eu tô ansiosa pra saber a história da Rafaela, se ela é a filha da Mônica com o Jacarias ou se é a filha da Débora que a Mônica pode ter trocado ....