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Depois do Divórcio, Eu Cavalgo as Ondas na Alta Sociedade! romance Capítulo 935

Aquele gesto de Teresa me tirou completamente do sério. Bati com força na mesa e gritei:

— Vocês se atrevem? Quero ver quem aqui vai tocar nela!

O marginal que estava mais próximo ficou paralisado com o meu grito, claramente surpreso. Talvez não esperasse que uma mulher, vendo-se cercada, ainda mantivesse tanta firmeza. Ele olhou para mim, depois para Teresa, sem saber se deveria ou não agir.

Por dentro, meu coração batia acelerado. Eu sabia que estávamos em desvantagem. Aqueles rapazes eram jovens e imprudentes, e, se partíssemos para a briga, nós certamente sairíamos perdendo. Eles eram muitos, mais fortes e, sobretudo, homens. Mas eu não podia permitir que nos humilhassem assim, muito menos deixar que machucassem Sophia. Por isso, levantei a voz, tentando ao menos intimidá-los. Às vezes, a postura é metade da batalha, e eu não podia me acovardar.

Sim, eu sabia que o ditado dizia para não arriscar à toa, mas naquele momento, "baixar a cabeça" simplesmente não era uma opção.

Foi então que o gerente do restaurante correu até nós, sorrindo nervosamente, tentando apaziguar a situação:

— Pessoal, calma! Vamos conversar, sem confusão. Por favor, não façam isso aqui no restaurante!

Teresa lançou um olhar frio e ameaçador para ele:

— Sai da minha frente! Se não quiser se meter em problemas, é melhor cuidar da sua vida. Ou você prefere que eu te coloque no meio dessa confusão também?

O gerente engoliu seco:

— Moça, não precisa disso... Se quiserem, podem continuar essa conversa lá fora, sem atrapalhar os outros clientes.

Ao ouvir isso, eu não pude deixar de pensar que ele só queria salvar a própria pele, sem se preocupar com nossa segurança.

Teresa, claro, não se deu por satisfeita e o encarou com desdém:

— Eu já falei: sai da minha frente! Eu ainda nem comi. E quem quiser, que vá embora. Vamos ver se alguém me impede de comer tranquila.

Ela olhou ao redor, seus olhos varrendo o salão.

— Ninguém vai comer nada até que eu termine. E você. — Apontou ela para o gerente —, está surdo? Eu disse para sumir daqui!

Um dos marginais esticou a mão, agarrou o gerente pelo colarinho e o jogou contra uma mesa. Os clientes daquela mesa gritaram e se afastaram, apavorados.

— Teresa, estou avisando... — Comecei a falar, mas antes que pudesse terminar, um dos capangas me empurrou de volta para a cadeira.

Ele segurava uma sacola de comida na mão. O apartamento dele ficava perto, então devia ter vindo buscar algo para levar.

Os capangas o encararam e, vendo que ele estava sozinho, não pareceram se intimidar.

Teresa também se virou e, ao vê-lo, soltou uma risada debochada:

— E você acha que vai resolver alguma coisa? Melhor sair daqui enquanto pode, antes que eu tenha que te ensinar uma lição.

Vasco, com o rosto sério, caminhou na direção deles, seus olhos pequenos e penetrantes lançando um brilho ameaçador.

— Saiam daqui. Agora. — Disse Vasco, em um tom firme.

Sem pressa, ele entregou a sacola de comida para um garçom que estava por perto.

A tensão no ar era palpável. O restaurante inteiro estava em silêncio, todos esperando para ver o que aconteceria a seguir.

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