Quando abriram o pacote, viram que nele estava escrito “Sacos para conservação de leite materno” e imediatamente começaram a comentar em voz alta.
Outra colega se aproximou e perguntou: “Isso… deve ser de alguma mãe que traz o leite para cá, certo?”
“Quem do nosso setor está amamentando?”
“Não sei… ninguém teve filho!”
Ayla, ao ouvir a movimentação, apressou-se e pegou o saco plástico das mãos da colega. “É meu.”
Os colegas se surpreenderam e a encararam, com expressões de dúvida: “Você já teve filho?”
“Você está amamentando? Agora entendi, por isso seu busto está tão…” As palavras seguintes foram engolidas a tempo, já que havia colegas homens no local.
Mesmo sem completar a frase, todos inevitavelmente olharam para o peito dela.
Ayla ficou extremamente constrangida, virou-se e colocou novamente o leite materno na geladeira.
No entanto, aquela colega logo protestou: “Ei, aqui dentro tem vários alimentos prontos. Não é adequado colocar isso aqui, não acha?”
Ayla questionou: “Por que não seria? Isso também é limpo e higiênico.”
“Mesmo sendo higiênico, ainda é… é leite humano! Você não acha vergonhoso?” A colega elevou o tom de voz, incapaz de se conter.
“Vergonhoso? Muitas mães precisam armazenar leite no trabalho. Por que seria vergonhoso? Aliás, você também não cresceu tomando isso?”
Ayla viera de uma família humilde, sem pai nem mãe, sempre foi tratada de forma diferente e sofreu bullying durante a infância.

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