Então, por que choravam sem parar?
Paula explicou: “As crianças estavam crescendo, começaram a reconhecer as pessoas e, assim que anoitecia, só queriam a mãe delas. Quando não a encontravam, choravam. Isso era normal.”
Ayla tinha frequentado a escola de gestantes e conhecia bem as necessidades fisiológicas e comportamentos dos bebês em cada fase.
No entanto, quando realmente se deparou com isso, sentiu que superava seu entendimento.
Paula percebeu que Ayla não respondia, e seus olhos expressavam compaixão e culpa. Suspirou e aconselhou com suavidade: “Senhora… talvez fosse melhor esperar as crianças crescerem mais um pouco e desmamarem, para depois voltar a trabalhar.”
Ayla abaixou a cabeça e olhou para o irmãozinho em seus braços, permanecendo em silêncio.
Ela não sabia se aquilo era um pedido de Cássio, usando Paula para persuadi-la.
Depois de tanto esforço, finalmente dera esse passo. Se desistisse logo no início, não sabia como seria ridicularizada por Cássio.
Além disso, esse fracasso significaria perder ainda mais voz diante de Cássio, tornando-se ainda mais uma extensão daquele homem.
Como se dizia: não se briga por pão, mas por dignidade.
Ela não queria desistir facilmente.
“Paula, acabei de começar no trabalho, no início é normal ter dificuldades para me adaptar. Quando me acostumar a esse ritmo e aumentar minha eficiência, não vou mais chegar tão tarde em casa.” Após refletir por um momento, ela olhou para Paula e respondeu com gentileza.
Paula, sendo uma funcionária, não tinha direito de interferir na vida dos patrões e, ouvindo isso, achou melhor não insistir.
À noite, quando as crianças dormiram profundamente, Ayla também ficou tão cansada que começou a bocejar.
Olhou para o relógio; já eram quase dez da noite. Ficou em dúvida entre fazer hora extra ou simplesmente deitar para dormir.

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