Embora ele não estivesse em bons termos com a estrela de cinema, o coração de Alessandro afundou ao ver a cena.
O rosto bonito de Adam, admirado por milhões e desejado por um simples vislumbre, agora estava inchado e machucado, com sangue escorrendo de um corte na testa. Suas roupas estavam rasgadas e manchadas, e ele parecia mal consciente. Apesar de sua física bem construída: seus abdominais esculpidos, peito firme e braços musculosos, sua figura imponente agora parecia quase sem vida. Suas coxas e pernas poderosas, geralmente capazes de uma força extraordinária, estavam caídas na cadeira, aumentando o contraste gritante entre sua vitalidade habitual e seu estado atual, lamentável.
— Adam — Alessandro chamou com uma mistura de urgência e preocupação, escondendo sua arma no cinto. Ele correu até a cadeira, ajoelhando-se ao lado do ator machucado. — Aguente firme, vamos te tirar daqui.
Os olhos de Adam se abriram, um lampejo de reconhecimento em seu olhar dolorido.
Ele tentou falar, mas sua voz saiu como um sussurro rouco.
— Alessandro... você veio me salvar?! — A incredulidade era evidente em seus olhos e voz.
— Claro! Agora vamos tirar você deste lugar horrível, garotão — Alessandro brincou, mas sua voz era uma mistura de alívio e preocupação enquanto cortava cuidadosa e rapidamente as cordas que prendiam Adam à cadeira.
Ele olhou por cima do ombro para Lucas, que estava de guarda na porta.
— Lucas, me ajude a tirá-lo daqui.
Lucas assentiu e se apressou, levantando Adam da cadeira com muito cuidado. Adam fez uma careta de dor, mas conseguiu sorrir fraco e agradecido.
— Chefe, fiz minha parte. Posso ir embora agora? — Jean perguntou, arriscando-se enquanto se movia nervosamente.
— Não, você vai ficar conosco até eu descobrir quem é o principal culpado por este sequestro — Alessandro ordenou firmemente.
Lucas, entendendo a gravidade da situação, fez um sinal para seus homens. Eles avançaram e contiveram Jean, mantendo-o sob vigilância.
— Precisamos agir rápido — Alessandro disse, sua voz tensa de urgência enquanto ele e Lucas cuidadosamente manobravam Adam para fora da casa.
Enquanto atravessavam os cômodos escuros e saíam para o exterior, os sentidos de Alessandro estavam em alerta máximo. Cada rangido das tábuas do chão e sussurro do vento aumentava sua consciência, o perigo da situação o tornando mais vigilante do que nunca.
A casa, antes sombria e decrépita, recuou à distância enquanto eles rapidamente chegavam ao carro. Lucas, com mãos firmes, colocou cuidadosamente Adam no banco de trás, garantindo não causar mais dor. Após fechar a porta gentilmente, ele se moveu rapidamente para o banco do motorista e entrou, pronto para levá-los em segurança.
— Dirija, Lucas. Nos leve ao hospital. Adam precisa de atendimento médico imediato — Alessandro ordenou, deslizando para o banco do passageiro ao lado dele.
Lucas rapidamente ligou o motor, e o carro rugiu à vida, acelerando para longe da casa deserta. A paisagem lá fora se tornou um borrão enquanto eles corriam em direção ao hospital, a urgência da situação evidente na direção intensa de Lucas. Enquanto isso, Jean e os homens de Alessandro entraram em outro carro e seguiram em direção à sede, seguindo as instruções de Alessandro e aguardando novas ordens.
— Fique conosco, Adam — Alessandro pediu, olhando para trás para o ator ferido com preocupação estampada em seu rosto. — Estamos quase lá.
Não demorou muito para chegarem ao hospital. Alessandro ordenou aos médicos que fornecessem tratamento imediato para Adam. O médico, que também era um grande fã da estrela de cinema, ignorou formalidades e começou rapidamente o tratamento, garantindo que Adam recebesse os melhores cuidados possíveis. Após um exame minucioso e o curativo de seus ferimentos, Adam começou a se sentir melhor e recuperou a consciência. O médico então permitiu que Alessandro o visse, pois Adam havia solicitado especificamente ver seu salvador.

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