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Deixe-me ir, meu marido mafioso romance Capítulo 75

— O que te levou tanto tempo? — A voz de Henry era afiada, cortando o ar como uma faca. Ele olhou para seu filho, Oliver Montecarlo, com impaciência nos olhos.

Henry já estava chateado depois que Alexander os insultou, tratando-os como se fossem insignificantes em vez de familiares. Ele odiava Alexander do fundo do coração e nunca quis que ele fosse o Duque. Mas, para a decepção de Henry, Alexander era o único herdeiro do Duque de Mônaco, seguindo os passos de seu pai.

Oliver hesitou, olhando nervosamente ao redor antes de se inclinar para mais perto.

— Eu ouvi Alexander falando sobre um teste de DNA — ele sussurrou, a voz quase inaudível.

— Teste de DNA?! — A expressão de Henry se transformou em uma carranca profunda. Sem dizer mais nada, ele segurou o braço de Oliver e o arrastou para fora do complexo do palácio. Eles apressaram-se pelos corredores e saíram para o jardim, longe dos olhares curiosos dos guardas e funcionários. A vegetação exuberante oferecia um pouco de privacidade.

O aperto de Henry no braço de Oliver se intensificou. — O que exatamente você ouviu? — ele exigiu, com um tom baixo e ameaçador.

Oliver engoliu em seco, sua voz trêmula. — Alexander estava conversando com sua mãe sobre encontrar uma garota que ele acha que pode ser Adeline. Ele disse que enviou amostras para um teste de DNA para confirmar.

Por um momento, Henry ficou imóvel, seu rosto uma máscara de choque e raiva. Então, ele soltou uma respiração lenta e calculada, com um sorriso sinistro surgindo em seus lábios.

— É impossível que a garota seja Adeline — Henry murmurou com confiança, como se soubesse o motivo pelo qual era impossível Adeline ainda estar viva. — No entanto, não podemos arriscar. Nossa sorte já tem sido desfavorável ultimamente — ele disse, num sussurro quase inaudível, mas Oliver captou cada palavra. — Precisamos trocar as amostras antes que sejam testadas — Henry acrescentou, com uma expressão de determinação.

Seus olhos brilhavam com uma luz perigosa ao se virar para o filho. — Descubra onde ele enviou as amostras para serem testadas — ordenou, com um tom que não admitia discussão.

Oliver assentiu, a determinação e o medo duelando em seu olhar. — Sim, pai.

— A propósito, conseguimos o dinheiro desta vez, mas só vai durar alguns dias — Oliver disse, com a voz tingida de alívio e ansiedade. — Mas o que faremos depois disso? Você sabe que as pessoas para as quais devemos dinheiro estão fazendo ameaças continuamente.

O sorriso de Henry se alargou lentamente, um brilho perverso e maldoso surgindo em seus olhos. — Não se preocupe, vamos pagar todas as nossas dívidas da mesma forma que estamos pagando agora. Só precisamos acelerar nosso plano de ação — disse ele, com um tom cheio de confiança sombria. Oliver quase podia ver as engrenagens sombrias girando na mente de seu pai.

— Mas... — Henry continuou, levantando um dedo em advertência, seus olhos estreitando-se como se estivesse prestes a revelar uma peça crucial do quebra-cabeça traiçoeiro. — Para que tudo continue conforme queremos, você precisa garantir que os resultados do teste de DNA saiam do jeito que queremos — seu tom tornou-se ameaçadoramente sério.

— Não se preocupe, pai. Vou cuidar disso — Oliver garantiu, endireitando o paletó com um gesto calculado e confiante.

Henry lançou um olhar para o filho com um desprezo mal disfarçado. Ele não conseguia evitar um sentimento de inveja crescente em relação ao sobrinho Alexander, que era bem-sucedido em todos os aspectos imagináveis. Alexander era mais inteligente e mais trabalhador, um modelo de diligência e dedicação. Henry o havia observado trabalhar incansavelmente pelo bem do povo e do principado de Mônaco, enquanto simultaneamente gerenciava o vasto império empresarial da família. Sob a liderança de Alexander, os negócios e propriedades da família tinham triplicado em valor.

Em contraste gritante, o próprio filho de Henry, Oliver, era uma sombra, incapaz de sobreviver sem o apoio financeiro do pai. O dinheiro de Henry mantinha Oliver e sua família de pé, mas o jovem carecia de ambição e iniciativa para seguir seu próprio caminho. Isso tornava o ressentimento de Henry em relação a Alexander ainda mais amargo. Ele desprezava Alexander não apenas por seu sucesso, mas também por destacar as deficiências de Oliver. O ciúme de Henry havia se transformado em um ódio corrosivo, um desejo ardente de ver a vida de Alexander arruinada.

A mente de Henry fervilhava com memórias de suas tentativas secretas de minar Alexander. Ele já havia tentado sabotar os esforços do sobrinho e estava constantemente buscando novas maneiras de tornar sua vida difícil, tudo enquanto mantinha a viúva de seu irmão — a mãe de Alexander — alheia a suas verdadeiras intenções. A ideia da queda de Alexander trazia uma sensação distorcida de satisfação para Henry, mesmo enquanto tramava nas sombras, impulsionado pela inveja e pela malícia.

— Não seja confiante demais, porque Alexander consegue farejar uma conspiração. Ele é esperto assim — Henry advertiu o filho, enquanto seu olhar furioso e intenso se encontrava com o de Oliver. — Sempre tenha um cuidado extra e não cometa erros, pois um simples erro custará sua vida.

— Eu entendi, pai. Confie em mim quando digo que vou cuidar disso. Sou bom nessas táticas astutas — Oliver respondeu com um sorriso perverso. — Afinal, sou seu filho.

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