A respiração de Mia se prendeu com suas palavras, mas ela se forçou a manter a compostura.
Pertencer a você? — ela ecoou, com um brilho desafiador em seus olhos. — Pelo que eu saiba, as pessoas não são posses, Sr. Valentino.
Os olhos de Alessandro brilhavam de diversão, fazendo a raiva de Mia aumentar.
É Alessandro, querida! — ele corrigiu suavemente. — E você sabe exatamente o que eu quero dizer. Já ultrapassamos a linha do profissionalismo, não é?
Mia engoliu em seco com a menção, com seu pulso acelerando com a lembrança do tempo deles juntos no carro. Esse mafioso diabólico era muito malvado.
Isso não lhe dá o direito de fazer suposições sobre mim! — ela retrucou, compondo sua postura apesar das batidas rápidas do seu coração. —Posso vestir o que quiser sem que seja sobre você.
Alessandro sorriu de lado.
— Apenas na minha frente.
Você pensa muito bem de si mesmo, Sr. Valentino! — ela revirou os olhos e pressionou suas pequenas mãos contra seu peito duro e nu, empurrando-o para longe. Alessandro ergueu uma de suas sobrancelhas grossas e escuras silenciosamente, mas não a soltou.
Seu corpo nu já a distraía tanto, e a posse escura em seus olhos tornava ainda mais tentador ceder ao momento e deixar o desejo assumir o controle entre eles novamente. Esse homem era uma obra de arte. Cada centímetro dele era tão duro e bem construído que poderia desafiar até mesmo os deuses gregos.
Às vezes Mia achava injusto que uma aparência tão bonita fosse concedida a um diabo como ele. Isso lhe dava a vantagem de prender qualquer pessoa sob seu encanto. De repente, seu humor mudou, e ela se sentiu ainda mais frustrada. Ela se contorceu, torcendo seu corpo para se libertar e criar alguma distância. Os olhos de Alessandro se estreitaram enquanto ele a puxava ainda mais para perto, deixando ela saber que ela não era páreo para sua força.
Me solte! — ela rosnou entre os dentes.
Me provoque mais uma vez, querida, e esteja pronta para arcar com as consequências. — ele avisou, com seu tom se tornando perigosamente baixo e seus olhos azuis escurecendo, quase ficando cinzentos, não de raiva, mas de desejo.
Mia estremeceu visivelmente, com um suspiro alto escapando dos seus lábios quando o Don italiano segurou sua bunda e a esfregou contra o seu volume rochoso, coberto apenas pelo tecido fino da sua cueca. Ela ficou chocada com a obsessão do rei da máfia; ela não conseguia entender por que ele a queria quando poderia ter qualquer mulher que desejasse. Seria mais um jogo de perseguição e fuga que ele jogaria até vencer?
O que a incomodava ainda mais era o quão diferente e mais romântico ele parecia desta vez. Seria por isso que ele tinha tantas amantes, porque nenhuma mulher poderia resistir ao seu charme e sedução? No entanto, a única mulher que já enfrentou seu ódio foi sua esposa, e o pensamento ainda doía no coração de Mia.

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