Mia estava com pressa, temendo que se Alessandro ficasse mais tempo, ele e Alexander cairiam em um abismo. Sem trocar de roupa, ela jogou um longo sobretudo vermelho, reuniu suas coisas e arrumou sua mala e bolsas. Ela saiu da suíte, apenas para encontrar Alessandro esperando por ela do lado de fora do quarto. Ele olhou brevemente para ela antes de olhar para sua bagagem e pegá-la.
Não, eu posso carregar minha bagagem, Sr. Valentino! — Mia murmurou, mas Alessandro agiu como se não a tivesse ouvido. Ele continuou carregando sua bagagem até que um funcionário do hotel se apressou e pegou as malas do rei da máfia.
Eles foram direto para o estacionamento do hotel e carregaram a bagagem no porta-malas de um Porsche Cayenne vermelho. Mia ficou chocada ao ver Alessandro dirigindo sozinho, sem ninguém o acompanhando. Ele nunca ia a lugar algum sem seu motorista e seguranças. Por um momento, ela se sentiu muito irritada com a atitude imprudente de Alessandro, mas afastou esses sentimentos. Afinal, por que ela se importaria com aquele homem?
Quando Alessandro começou a deslizar para o banco do motorista, Mia o parou.
Sr. Valentino, me deixe dirigir desta vez! — ela ofereceu.
Por que você vai dirigir quando estou vivo? — A resposta de Alessandro fez com que ela revirasse os olhos. Seu marido mafioso italiano tinha um enorme ego masculino.
Seu ombro está machucado e ainda não está curado! — ela argumentou com um encolher de ombros casual. — Você dirigiu o tempo todo até aqui. Agora deixe-me tomar a iniciativa, por favor. — Ela tentou convencer o rei da máfia, apesar de saber que ele provavelmente recusaria seus pedidos, valorizando seu orgulho mais do que qualquer coisa.
Está bem! — Para sua surpresa, Alessandro concordou e entregou a ela as chaves do carro.
Ela ficou perplexa por um momento até Alessandro levantar uma de suas sobrancelhas grossas e escuras. Ela pegou as chaves apressadamente.
Sentada atrás do volante, Mia tirou seu sobretudo e o jogou no banco de trás. Ela tremeu e ligou o aquecedor no máximo.
Está bem, vamos lá! — ela disse, pisando no acelerador.
À medida que a noite escurecia e os flocos de neve começavam a girar ao redor deles, eles tinham ido um pouco mais longe quando Mia enfrentou desafios ao dirigir na nevasca. Mia assistiu ansiosamente enquanto a neve ficava mais pesada e a estrada cada vez mais coberta de branco.
Oh não, eu nunca dirigi na nevasca! — Mia entrou em pânico.
Você senta no banco de trás e me deixa dirigir! — Alessandro ofereceu, com sua voz tão baixa e monótona que chamou a atenção rápida de Mia.
Ela estava tão focada na estrada que não percebeu que Alessandro estava esparramado no banco do carro, parecendo corado.

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