Os olhos de Alessandro piscavam entre o cano da arma pressionado na cabeça de sua esposa e o olhar frio e calculista de Rafael. Ele sentiu uma onda de pânico como nunca havia experimentado antes. Seu coração batia tão alto em seu peito que parecia que poderia explodir. Aria era seu amor, sua vida, seu tudo, e ele tinha que ser extremamente cuidadoso ao negociar com aquele idiota do Marino Don.
"Don Rafael, não faça nada imprudente", ele avisou, levantando as mãos em um gesto de rendição.
"Coloque sua arma no chão e diga aos seus homens para fazerem o mesmo", exigiu Rafael, pressionando o metal frio com mais força contra a têmpora de Aria, fazendo-a gemer com o contato doloroso.
"Não! Não a machuque", Alessandro gritou desesperadamente. "Eu farei qualquer coisa que você pedir", acrescentou, sua voz caindo para um sussurro trêmulo.
Um sorriso zombeteiro se espalhou pelo rosto de Rafael, a satisfação brilhando em seus olhos. "Então, afaste-se e me deixe sair daqui em segurança", exigiu. "Você mantém sua promessa, e eu manterei a minha."
O acordo pesava sobre a mesa, e Alessandro sentia uma impotência avassaladora. Mas ele sabia uma coisa com certeza - ele protegeria Aria a qualquer custo.
"Joguem as armas no chão, agora!" ele latiu para seus homens. Em segundos, seus guardas jogaram suas armas no chão, assim como Matteo e Alessandro fizeram o mesmo, deixando suas armas escaparem de suas mãos.
Alessandro respirou fundo. "Fiz o que você pediu. Agora a solte, e eu abrirei um caminho para você sair", disse, seu tom duro e controlado, embora seus olhos traíssem uma fúria latente.
Rafael zombou, um brilho frio em seu olhar. "Você acha que sou tão estúpido, Alessandro? Sua bela esposa aqui é meu bilhete de saída, e ela está vindo comigo." Com um sorriso presunçoso, ele apertou o braço ao redor da cintura de Aria, puxando-a para mais perto.
A mandíbula de Alessandro se contraiu, os punhos se fechando ao seu lado, cada músculo de seu corpo tenso com raiva mal contida. Suas mãos doíam para socar Rafael com força, para arrancar suas mãos sujas de seu corpo, para despedaçá-lo por ousar tocá-la. Mas ele sabia que um movimento errado poderia arriscar tudo.
"Me leve como refém em vez dela", Alessandro propôs, sua voz firme, embora cada músculo de seu corpo gritasse para agir. Rafael balançou a cabeça arrogantemente, uma risada zombeteira escapando de seus lábios.
"Você acha que sou tão estúpido?" Rafael zombou, seus olhos brilhando com crueldade.
"Então me leve no lugar dela", Matteo sugeriu, sua voz calma mas firme. "Mas deixe-a. Homens de verdade não usam mulheres em suas lutas." Suas palavras eram um desafio, uma provocação direcionada diretamente ao orgulho de Rafael.

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