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Deixe-me ir, meu marido mafioso romance Capítulo 221

Matteo não suportava ouvir enquanto ela se menosprezava dessa maneira. Sua mão se estendeu, agarrando seu cotovelo com um toque firme e gentil, e ele rapidamente a virou para encará-lo. A intensidade em seus olhos fez sua respiração parar, e por um momento, parecia que o mundo havia ficado em silêncio.

"Emily, você não é incompleta", ele disse, sua voz grossa de emoção. "Você é perfeita. E eu juro, não há um homem vivo que mereça você. Para mim, você é mais do que apenas uma mulher - você é como uma deusa. Se eu pudesse, eu te colocaria em um pedestal e te adoraria."

Emily tentou afastar os sentimentos avassaladores, balançando a cabeça com um sorriso fraco, seus olhos vidrados com lágrimas não derramadas. "Matteo, você não precisa dizer isso. Você está apenas tentando me fazer sentir melhor."

"Não." Sua voz era baixa, mas comandante, como se desafiasse-a a duvidar de suas palavras. Ele segurou seus ombros gentilmente, mantendo seu olhar com uma intensidade feroz. "Isso é a verdade, Emily. Eu nunca conheci alguém como você - corajosa, altruísta, tão bondosa, mas destemida. Você carrega o peso do mundo em seus ombros, e nunca quebrou, nem uma vez. Você acha que ser mãe é apenas ter um filho?" Seus olhos escureceram, lembrando como sua própria mãe o deixou com babás enquanto ele ansiava pelo amor dela quando criança. "Não é. É sobre amar, nutrir e proteger, mesmo que essas crianças não sejam suas por sangue. Você fez isso por Gia e Maximo, e eles te amam tanto quanto amam sua própria mãe. Você e Aria são ambas mães deles, Emily. Eles sabem disso, assim como eu sei."

Seu lábio tremeu enquanto lutava para conter as lágrimas, mas a represa se rompeu. As lágrimas vieram de qualquer maneira, derramando-se enquanto ela engolia um soluço.

Seis anos atrás, quando ela perdeu seu bebê, ela perdeu tudo - e nem teve a chance de lamentar. Ela teve que continuar, teve que continuar lutando por seus pais, que foram assassinados pelo mesmo monstro que causou seu aborto espontâneo: seu marido. Não havia tempo para chorar, não havia tempo para sentir. A dor de perder seu bebê ainda persistia em seu coração, e ela não teve um momento para lamentar, pois tinha coisas demais para gerenciar do que para se concentrar em seu próprio sofrimento.

O peito de Matteo apertou ao vê-la finalmente se desfazer, sua vulnerabilidade exposta de uma maneira que ele raramente via. Sem hesitar, ele a puxou para seus braços, segurando-a firmemente contra seu peito, como se tentasse protegê-la de toda a dor que ela carregava há tanto tempo.

"Tudo vai ficar bem", ele murmurou suavemente, sua voz cheia de tranquilidade gentil. "E se é isso que você quer, eu vou te ajudar com o testamento, assim como você pediu."

O aperto de Emily em sua camisa se intensificou enquanto ela pressionava o rosto em seu peito firme, sua voz mal um sussurro. "Obrigada... por tudo."

Matteo suspirou, uma mistura de ternura e proteção o preenchendo enquanto beijava o topo de sua cabeça, o gesto parecendo tanto instintivo quanto íntimo. "De nada, mon amour," ele respirou, as palavras carregando mais peso do que ele havia pretendido, mas pareciam certas, como se pertencessem.

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