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Deixe-me ir, meu marido mafioso romance Capítulo 209

"Como você se atreve a entrar sem permissão?" Emily retrucou, olhando fixamente para o homem parado em seu escritório.

"Emily, Emily," o homem respondeu com um sorriso zombeteiro. "É assim que você fala com sua querida prima?"

"Mark, pare de desperdiçar meu tempo e vá direto ao ponto," Emily retrucou, cruzando os braços firmemente sobre o peito, os olhos estreitando enquanto uma carranca se formava em seu rosto, que de outra forma era belo.

"Está bem," Mark suspirou, afundando-se em uma cadeira com uma facilidade exagerada. "Vamos falar de negócios."

A expressão de Emily ficou mais frustrada, já sabendo exatamente sobre qual "negócio" ele estava ali para discutir.

"Estou aqui para reivindicar a parte de meu pai na propriedade ancestral," Mark declarou arrogantemente, recostando-se como se o assunto já estivesse resolvido.

"Do que você está falando?" Emily riu zombeteiramente. "A parte de seu pai? Pelo que me lembro, meu pai herdou tudo porque o Tio Li foi considerado indigno e inútil para a família."

"Como você ousa falar do meu pai assim!" Mark bateu a mão na mesa, levantando-se em uma tentativa de intimidá-la.

Emily ficou momentaneamente surpresa com a mudança repentina de comportamento, mas logo recuperou a compostura.

"Estou apenas dizendo a verdade," ela respondeu friamente, dando de ombros.

O rosto de Mark se contorceu de raiva. "Escute, sua vadia," ele cuspiu, sua voz venenosa. "Se você não entregar nossa parte pacificamente, sabemos como pegar o que é nosso."

Mas Emily não recuou. Ela já havia visto a verdadeira natureza malévola da família do seu pai há muito tempo. "Faça o que quiser, Mark," ela disse confiante, olhos firmes. "Você não verá um centavo do que não lhe pertence."

A raiva de Mark se inflamou, e ele avançou em sua direção, mas o olhar de Emily se voltou calmamente para a câmera de segurança no canto de seu escritório. Ele parou, o punho cerrado pairando no ar, percebendo o que aquilo significava. Por mais que quisesse estrangulá-la, ele sabia que a evidência já estava gravada. Rangendo os dentes, Mark parou no meio do caminho, embora o ódio em seus olhos queimasse mais forte do que nunca.

"Você vai se arrepender disso, Emily Yang," ele ameaçou antes de sair furioso de seu escritório, batendo a porta atrás de si.

Emily respirou fundo, seu coração acelerado enquanto a adrenalina desaparecia lentamente. Um alívio a invadiu, mas ela não conseguia se livrar do desconforto que persistia em seu peito. Ela se lembrou de nunca mais dispensar a segurança quando estivesse trabalhando até tarde. O escritório parecia muito silencioso agora, muito vazio, e ela preferia assim do que com a pior companhia que acabara de suportar um momento antes.

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