O rosto de Salvatore perdeu a cor, sua confiança inabalável agora vacilando sob a acusação direta de Alessandro. A sala ficou tensa enquanto as palavras de Alessandro ecoavam pelo silêncio, todos os olhos se fixando em Salvatore.
-O que é isso, Salvatore?- Luigi exigiu, sua voz afiada e cheia de suspeita. -Você está escondendo algo do Centro?
A mandíbula de Salvatore se apertou, seus olhos se estreitando enquanto ele lançava um olhar de ódio para Alessandro. Mas seu silêncio era mais alto do que qualquer negação.
-Vá em frente, conte a eles-, provocou Alessandro, baixando a arma com uma calma, quase zombeteira. Sua postura relaxada deixava claro que ele estava no controle, saboreando o momento como um predador brincando com sua presa. -Por que você não conta a eles sobre seus negócios com a gangue Marino?
Salvatore estremeceu com a menção da gangue Marino, sua reação o traindo. A sala agora estava cheia de choque palpável. Embora tentasse manter suas defesas, as rachaduras estavam aparecendo.
-Não ouçam ele-, Salvatore disparou, sua voz desesperada ao tentar se recuperar. -Ele está apenas tentando virar todos vocês contra mim. É uma mentira!
Mas suas palavras careciam de convicção, e todos podiam ver isso.
Luigi e Giuseppe trocaram um olhar de confusão antes que Luigi, agora com a voz tensa, perguntasse: -Salvatore, você realmente está em conluio com a gangue Marino contra Don Alessandro?
-O quê? Não!- Salvatore negou descaradamente, mas seu tom era hesitante.
-Diga-nos a verdade-, Giuseppe advertiu severamente, -porque se nossa investigação descobrir que você está envolvido no sequestro dos filhos de Don Alessandro, você será destituído de seu cargo e executado pelo Centro.
O rosto de Salvatore o traiu - ele sabia que tinha sido pego. Em um último esforço tolo, ele abruptamente puxou sua arma e a apontou para a cabeça de Luigi, que estava ao seu lado. -Abram caminho e me deixem ir, ou Luigi morre-, ele latiu, sua desesperação clara.
Os guardas imediatamente apontaram suas armas para Salvatore, mas ninguém ousou atirar. Alessandro suspirou, visivelmente exausto pela tolice do velho. Com um movimento rápido, a mão de Alessandro se moveu, e em um instante, um tiro ecoou. A bala atingiu a mão de Salvatore, forçando-o a largar a arma enquanto ele gritava de dor.
Mas ninguém teve tempo de reagir, pois uma segunda bala da arma de Alessandro perfurou a cabeça de Salvatore.
-Traidor bastardo-, Alessandro cuspiu com nojo.
Todos na sala ficaram congelados de choque. Salvatore tinha sido um membro antigo do Centro, tornando sua traição ainda mais perturbadora.
-Como você descobriu sobre sua traição?- Luigi perguntou a Alessandro, ainda tentando processar o que acabara de acontecer.
-Eu tinha minhas suspeitas-, Alessandro começou, sua voz fria e autoritária. -Mas quando meus filhos foram sequestrados, e recebi aquela ligação, confirmou tudo. Conduzi uma investigação e reuni provas para ter certeza.
Luigi e Giuseppe trocaram olhares antes de assentir em reconhecimento.
-E quanto à sua decisão de deixar a máfia?- Giuseppe perguntou, seu tom cheio de ceticismo.
-Mudei de ideia-, Alessandro respondeu com um encolher de ombros, fazendo com que todos os rostos na sala se iluminassem de alegria e alívio.
-Boa decisão, Alessandro. Precisamos de um líder como você-, comemorou Luigi.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Deixe-me ir, meu marido mafioso