-O que há de errado?- Mia perguntou, sua voz transbordando de preocupação. Ela não conseguia entender o que havia feito a expressão de Alessandro mudar para puro terror. Ela nunca o tinha visto entrar em pânico antes - não em nenhuma situação pior. Seu coração afundou de medo mesmo antes de Alessandro responder.
-Entre no carro, Mia,- ele ordenou bruscamente, abrindo a porta para ela. Sem discutir, Mia entrou, sentindo a urgência em seu tom. Alessandro rapidamente contornou o carro e deslizou para o banco do motorista, ligando o motor com precisão rápida.
-Em qual restaurante as crianças estão?- ele perguntou urgentemente, seus olhos fixos na estrada.
-Alessio me disse que as levou para La Piazza,- Mia respondeu, ainda confusa e ansiosa.
-Ligue para ele. Verifique as crianças,- Alessandro instruiu, sua voz tensa de preocupação.
Mia assentiu e discou rapidamente o número de Alessio. Mas quando ele não atendeu, o pânico se instalou. -Ele... ele não está atendendo.
-Maldição!- Alessandro amaldiçoou, pisando fundo no acelerador e ignorando os semáforos.
Dentro de minutos, eles pararam em frente a La Piazza. A visão fez o pânico de Mia intensificar. A polícia estava se movimentando, pessoas estavam chorando, e uma ambulância acabara de chegar. Paramédicos correram para fora, correndo em direção ao restaurante.
-Fique aqui,- Alessandro ordenou, arrancando o cinto de segurança com frustração e abrindo a porta do carro.
-Eu quero ir com você-- Mia começou, mas não conseguiu terminar, pois os olhos vermelhos de sangue de Alessandro se fixaram nela com um olhar de comando.
-Não,- ele rosnou, fazendo Mia recuar. -Fique. Aqui.- Seu tom não deixou espaço para argumentos.
Alessandro saiu correndo do carro, correndo em direção ao restaurante. Do seu lugar, Mia viu alguns policiais tentando impedi-lo, mas depois que ele disse algo a eles, eles o deixaram passar.

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