O corpo de Mia gelou enquanto ela olhava para Alessandro deitado imóvel na cama do hospital.
-Sinto muito, Sra. Valentino,- disse o médico em voz baixa, sua voz carregada de arrependimento.
-Não,- Mia o interrompeu, sua voz aguda e trêmula. -Não peça desculpas. Nada aconteceu com ele. Ele está bem. Ele está bem,- ela insistiu, suas palavras ficando mais frenéticas.
-Alessandro,- sussurrou ela, sua voz quebrando enquanto se aproximava dele. -Por favor, abra os olhos. Não faça isso comigo,- ela implorou, tentando manter a voz firme apesar do medo sufocante. -Por favor, acorde. Estou bem aqui. As crianças estão esperando você voltar para casa. Você não pode simplesmente ficar deitado assim. Você tem que acordar,- ela implorou, suas palavras saindo entre soluços enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.
-Mia!- Alexander correu para o lado dela, seus olhos cheios de impotência. -Por favor, tente entender—
Mas Mia o interrompeu bruscamente. -Não, você precisa entender que Alessandro está apenas dormindo. Ele vai acordar a qualquer momento.
Alexander olhou para o médico, que lhe deu um aceno silencioso, instando-o a tirar Mia da sala. Mas como ele poderia? Ele não tinha coragem de contar a ela a verdade—que seu marido se foi.
-Mia, vamos lá para fora,- ele disse suavemente, tentando guiá-la para fora da sala de cirurgia.
-Não! Eu não vou deixar meu marido sozinho!- Mia retrucou, afastando-se dele. Ela empurrou o irmão para trás e correu para o lado de Alessandro, inclinando-se sobre ele e acariciando sua bochecha fria. Lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto ela sussurrava, -Por favor, acorde... não nos deixe assim.
-Alessandro, você está vendo isso?- A voz de Mia tremia, seus lábios tremiam enquanto as lágrimas embaçavam sua visão. -Eles estão tentando te levar de mim. Você realmente vai ficar deitado aí e deixar isso acontecer?- Sua voz se quebrou enquanto ela implorava, seus soluços ficando mais pesados. -Acorde, por favor. Você prometeu que nunca me deixaria sozinha. Você disse que me amava. Então o que aconteceu com esse amor?- Suas palavras saíram em sussurros quebrados. -Como você pode me deixar sofrer assim?
Ela se aproximou mais, sua voz desesperada agora. -Eu sei que você está apenas fingindo, como sempre. Me provocando. Mas por favor, sem mais provocações, Alessandro. Acorde, por favor,- ela implorou, suas mãos tremendo enquanto tocava seu rosto frio.
Mia o abraçou com força, sua cabeça descansando em seu peito, ouvindo por um batimento cardíaco que não estava lá. Ela começou a sacudi-lo, seus movimentos frenéticos e cheios de pânico.
-Acorde! Acorde! Acorde!- ela cantava, sua voz rouca de tanto chorar. Ela continuou sacudindo-o, seus soluços se transformando em ofegos quebrados, as lágrimas escorrendo pelo seu rosto sem fim.
De repente, Mia sentiu o peito de Alessandro se mover, e um sopro quente roçou seu cabelo. Ela congelou, sua respiração presa na garganta. Lentamente, ela levantou a cabeça, sua mão pressionada contra o peito dele, sentindo seu coração batendo firmemente sob sua palma.
-Ele... ele está vivo!- ela ofegou, sua voz cheia de alegria crescente. -Ele está vivo, Doutor!- ela gritou, virando-se para o médico.

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